Euronews is no longer accessible on Internet Explorer. This browser is not updated by Microsoft and does not support the last technical evolutions. We encourage you to use another browser, such as Edge, Safari, Google Chrome or Mozilla Firefox.

Última hora

Última hora

Sudaneses exigem Governo civil

Sudaneses exigem Governo civil
Tamanho do texto Aa Aa

O presidente do Sudão foi deposto pelos militares, na quinta-feira, a Constituição foi suspensa, foi instituído um estado de emergência de três meses e foi criada uma junta militar para governar o país por dois anos.

Milhares de pessoas saíram às ruas de Cartum em júbilo, mas também em protesto. Não aceitam uma governação tão longa do conselho militar e exigem um Governo civil de transição.

"Se não trouxerem um Governo civil que represente adequadamente o povo sudanês, a nossa revolução será incompleta e não representará as esperanças e sonhos do povo sudanês. Por essa razão, continuaremos a greve e ficaremos na praça, até que todas as nossas exigências legítimas sejam atendidas", afirma um dos manifestantes.

Uma pretensão apoiada pela União Europeia e pelos Estados Unidos da América que pedem ao exército para realizar uma transição "rápida" para um Governo civil.

A comandar o Sudão está, agora, Awad Mohamed Ahmed Ibn Auf, o antigo número dois do regime de Omar al-Bashir.

O ditador foi deposto na sequência de cerca de quatro meses de protestos e está detido.

Al-Bashir governou o Sudão por três décadas com mão de ferro.

Em 2010 foi indiciado pelo Tribunal Penal Internacional de Haia e enfrenta um mandado de prisão por alegados crimes de Guerra, contra a Humanidade, e genocídio, na região do Darfur.

Al-Bashir reprimiu com violência uma insurreição, que começou em 2003, e levou à morte 300 mil pessoas.