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A caminho das eleições europeias: Sofá vermelho chega à Roménia

A caminho das eleições europeias: Sofá vermelho chega à Roménia
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Depois de passar pela Bulgária, a nossa viagem por estrada através dos Estados-membros da União Europeia chega agora à Roménia. Em Bucareste, Apóstolos StaikoseBryan Carter passam o testemunho a um novo duo de jornalistas - Damon Embling e Gabor Tanács.

"Tivemos uma semana intensa e entusiasmante. As pessoas na Bulgária estão muito zangadas com os políticos. Diria que a corrupção e os baixos salários são os dois principais temas no país. No entanto, a maioria dos jovens está otimista quanto ao futuro", conta Apóstolos Staikos.

"Apesar deste otimismo dos jovens, a população da Bulgária está a deixar o país à procura de melhores oportunidades. As aldeias nas zonas rurais estão a ficar desertas, as pessoas estão a sair para a cidade e vemos sítios que antes estavam cheios de vida ficarem completamente vazios", diz Bryan Carter.

Um antigo país comunista, a Roménia sofreu uma transformação na economia desde que se juntou à União Europeia. O desemprego está em mínimos históricos, mas ao mesmo tempo há grandes desigualdades. Cerca de um terço da população vive na pobreza. As infraestruturas estão degradadas, é o caso das estradas e o país está na mira de Bruxelas por causa da independência dos tribunais e da corrupção.

Damon Embling: "É a minha primeira vez na Roménia e estou com muita vontade de explorar o país. Visto de fora, o problema principal é a corrupção, certo? A Roménia continua classificada como um dos países mais corruptos da Europa".

Gábor Tanács "Um problema comum dos países pós-soviéticos é que enganar o estado tem sido uma das estratégias de maior sucesso. é uma mentalidade profundamente enraizada na sociedade, que causa em parte o problema".

Damon Embling: "Os esforços da Roménia para atacar a corrupção estão muito na ribalta, por causa do referendo que acontece na mesma altura das eleições europeias. O presidente está a tentar bloquear novas leis propostas pelos sociais-democratas, que estão no governo, e que alguns dizem ser feitas à medida para parar a investigação a certos casos de corrupção".

Gábor Tanács: "Vai ser interessante ver os desenvolvimentos, porque a Roménia está muito dividida entre as cidades e as áreas rurais. Vamos ver o que pensam as pessoas".

Instalámos o nosso sofá vermelho na Praça da Universidade, em Bucareste: "A União Europeia pode ajudar-nos tudo o que puder, mas se não nos podemos ajudar a nós próprios, não serve de nada. A corrupção está em todo o lado, do topo à base", diz uma avó romena.

Diz Vlan, estudante: "Os romenos serão sempre romenos, onde quer que vão. Podem estar a viver no Reino Unido, em França, ou até fora da União Europeia, pouco importa, somos sempre romenos de coração. Simplesmente, não conseguimos fazer a nossa vida aqui".

A pressão e as expetativas são altas, em relação ao futuro. Livrar o país da corrupção é importante, mas manter a economia no bom caminho também, tal como convencer as pessoas a ficar, num país em que a população está a diminuir e a envelhecer.