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Ataques a civis na Líbia

Ataques a civis na Líbia
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Na Líbia, onde a ofensiva militar dura já há seis semanas e as milícias rivais continuam os combates nos arredores da cidade de très milhões de habitantes, os civis continuam a ser alvos de ataques, como testemunhou a nossa correspondente, Anelise Borges:

"Enquanto a batalha por Tripoli continua com os combatentes leais a Khalifa Haftar a ganharem terreno a poucos quilómetros daqui, as zonas civis da capital líbia têm sido repetidamente bombardeadas.

Fomos até ao local de um ataque, no distrito de Haee inti sahr, uma área essencialmente residencial, onde, a 17 de Abril, um morteiro matou sete pessoas. Os residentes dizem que não há instalações militares na área, que há uma escola mesmo ao virar da esquina e estão a denunciar o que eles chamam de 'desrespeito vergonhoso pelos civis neste conflito'.

Reyad El Hami ainda está traumatizado pelo que viu em 17 de abril. A mãe, Zenib, deitada no chão. O corpo coberto de estilhaços": "Quando vi o sangue por todo o lado, perdi os sentidos. E agora eu tenho um sentimento estranho... Quero dizer, a minha mãe morreu nos meus braços e eu perdi os sentidos. Fiquei em choque, era como se não conseguisse respirar".

"Não um, mas dois morteiros cairam naquela noite. Os vizinhos de Reyad levam-nos até ao sítio do segundo alvo, onde outra pessoas foi morta. O bairro inteiro está de luto e atormentado pela pergunta para a qual ainda não obtiveram resposta. Porquê eles?"

"Vê aqui algumas instalações militares? É só mulheres idosas, homens e crianças cheias de energia - veja! Queremos que o tribunal internacional de crimes de guerra nos ajude a abrir uma investigação", diz Reyad.

"Por agora é difícil verificar qual foi o lado que levou a cabo este ataque... Mas os ataques deliberados contra civis e propriedade civil são crimes de guerra e a Amnistia Internacional pede uma investigação. Desde que, há seis semanas, as forças do Khalifa Haftar lançaram a ofensiva para tomar Tripoli, mais de 400 pessoas foram mortas e mais de 60.000 foram forçadas a fugir de casa".