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"O Anjo Ardente" de Prokofiev em Roma

"O Anjo Ardente" de Prokofiev em Roma
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"O Anjo Ardente" de Sergei Prokofiev, estreou no Teatro dell''Opera, em Roma.

Trata-se da obra menos conhecida do compositor russo, que foi criada já depois da sua morte, em 1954, para uma estreia em Paris.

A história passa-se na Idade Média, na Alemanha, numa atmosfera de esoterismo místico, típico da vanguarda russa do início do século XX e retrata um triângulo amoroso entre Renata, uma jovem apaixonada, Ruprecht, um cavaleiro, e Madiel, o Anjo Ardente.

É uma obra visionária, que o compositor traduz para uma linguagem grotesca e alucinada, imersa no clima de esoterismo místico tão difundido na vanguarda russa do início do século XX.

Aquando da estreia, a obra obteve críticas bastante díspares: alguns críticos consideraram-na uma das partituras mais fortes e dramaticamente intensas de Prokofiev, outros acharam-na muito interessante tanto do ponto de vista estético quanto musical, mas houve também quem afirmasse que é um libreto que não passa de "confusão e barulho".

Críticas contraditórias que, no mínimo, sucitam curiosidade.

Agora dirigida por Ema Dante, conduzida pelo maestro argentino, Alejo Perez, e protagonizada pela soprano polaca, Eva Wesin, e pelo cantor lírico ucraniano, Maxim Paster, pode ser vista em Roma até 1 de junho.