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Cimeira: UE bloqueada na escolha de cargos de topo

Cimeira: UE bloqueada na escolha de cargos de topo
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Kenzo Tribouillard/Pool via REUTERS
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Um compromisso sobre as nomeações para os cargos de topo da União Europeia é um dos pontos altos da cimeira em Bruxelas, que começa esta quinta-feira, mas poderá não haver fumo branco durante os dois dias de reuniões dos chefes de Estado e de Governo.

Em causa estão cinco cargos, sendo o mais importante o de presidente da Comissão Europeia, para suceder a Jean-Claude Juncker.

O primeiro-ministro de Portugal, António Costa, é um dos seis líderes mais diretamente envolvidos no processo negocial, que poderá ter de ser adiado para nova cimeira, tal como admitiu o seu homólogo irlandês aos jornalistas.

"A impressão que tenho é de que não estaremos em posição de eleger um novo presidente da Comissão, ou um novo presidente do Conselho, ainda hoje. Há uma grande probabilidade de termos de reunir noutra cimeira, no final de junho ou no início de julho. Isso não é incomum no processo político europeu. Muitas vezes é mais rápido escolher um novo Papa do que escolher as pessoas para estes cargos em particular", disse Leo Varadkar, primeiro-ministro da Irlanda.

António Costa e o colega espanhol, Pedro Sánchez defendem o candidato socialista, Frans Timmermans, que ficou em segundo lugar nas eleições europeias. O argumento é que este tem muita experiência executiva, ao contrário de Manfred Weber, candidato do Partido Popular, que venceu as eleições.

Sistema de cabeças-de-lista é para respeitar?

Os liberais ficaram em terceiro, mas têm uma palavra forte na negociação: "No Parlamento, tivemos um debate com os socialistas, os populares e os verdes. Chegamos à conclusão que, por agora, não há maioria de apoio ao candidato Manfred Weber", afirmou Dacian Ciolos, líder da futura bancada parlamentar do Renovar Europa, que agrega eurodeputados liberais, nomeadamente os eleitos pelo partido do Presidente francês, Emmanuel Macron.

O candidato socialista, Frans Timmermans, realçou, hoje, que "o Parlamento Europeu atribui grande importância ao processo de escolha com base nos cabeças-de-lista e, para respeitar a vontade do Parlamento Europeu, é necessário acatar esse processo".

A mesma opinião tem o primeiro-ministro português: "Se não nos mantivermos fiéis àquilo que é o pedido do Parlamento Europeu de escolher entre aqueles que se apresentaram às eleições como candidatos, bom, a partir daí, creio que entre os 500 milhões de cidadãos europeus não faltarão soluções, mas tornará necessariamente a tarefa bastante mais difícil do que escolher entre três", disse António Costa aos jornalistas, à chegada para a cimeira.

O Conselho Europeu quer apresentar o seu nomeado para presidente da Comissão Europeia antes da primeira sessão plenária do Parlamento Europeu, a 2 de julho, em Estrasburgo (França), onde será eleito o presidente do Parlamento.