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Cimeira: UE deixa avisos e adia decisões

Cimeira: UE deixa avisos e adia decisões
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REUTERS/Francois Lenoir
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A cimeira da UE, em Bruxelas, fez balanços, enviou avios diplomáticos, mas deixou em aberto vários pontos da agenda de trabalhos que visava analisar as grandes linhas de orientação política para os próximos cinco anos.

Como não houve acordo sobre os cabeças de lista dos três partidos mais votados nas eleições europeias de maio, a decisão sobre os nomeados para altos cargos será feita numa reunião extraordinária, dentro de dez dias.

Os desafios da zona euro estiveram em destaque na sexta-feira, segundo dia de trabalhos, no qual participaram os presidentes do Eurogrupo e do Banco Central Europeu (BCE).

"O presidente do BCE, Mario Draghi, realçou que os maiores riscos para as perspetivas económicas globais são as tensões comerciais e geopolíticas. Vamos levar esta mensagem à cimeira do G20, em Osaka", disse o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, na conferência de imprensa de encerramento.

Itália não teme sanções

Internamente, também há riscos para a moeda única, nomeadamente a alta dívida pública de Itália. O governo de Roma foi ameaçado, pela Comissão Europeia, com um processo por incumprimento do pacto orçamental, mas o primeiro-ministro acredita que não haverá sanções.

"Ninguém tem o intuito de punir. Todas as pessoas sentadas à mesa devem ser respeitadas e vamos encontrar uma solução comum", afirmou Giuseppe Conte aos jornalistas.

Nos pontos relativos às questões diplomáticas, foram renovadas as sanções económicas contra a Rússia por causa da anexação da Crimeia, território da Ucrânia.

No que se refere à Turquia, os líderes criticaram as atividades ilegais de perfuração no mar Mediterrâneo Oriental e vão estudar sanções a aplicar se o governo de Ancara continuar a desrespeitar a soberania marítima de Chipre.

Virginia Mayo/Pool via REUTERS

Desilusões e adiamentos

No ponto da agenda sobre alterações climáticas, a União Europeia não chegou a consenso para atingir a neutralidade das emissões poluentes em 2050, não podendo clamar ser um bom exemplo na cimeira das Nações Unidas sobre o tema, marcada para setembro.

O Brexit não mereceu muita atenção, admitiu o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Junkcer: "Não há nada de novo porque repetimos, unanimemente, que não haverá renegociação do acordo de saída".

Vários líderes vão voltar a ver-se, na próxima semana, durante a cimeira do G20, no Japão, dedicada ao comércio e regressarão a Bruxelas para se juntar aos restantes, a 30 de junho, A ver se nesse domingo sai fumo branco sobre os futuros líderes das instituições comunitárias.