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Soprano sul-africana Pretty Yende brilha em versão moderna de La Traviata

Soprano sul-africana Pretty Yende brilha em versão moderna de La Traviata
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A ópera "La Traviata" regressa à opera de Paris, numa nova encenação de Simon Stone.

A soprano sul-africana Pretty Yende brilhou no papel da heroína trágica Violeta, ao lado do tenor francês Benjamin Bernheim.

"Violeta é uma mulher moderna. Viveu segundo as suas próprias regras. Assumiu a sua feminilidade e o seu modo de vida apesar de a sociedade os considerar imorais. "Ela representa a liberdade. Ela diz: 'Quero ser livre'. Ela ansiava por ser livre. Como seres humanos, estamos sempre a dizer : 'quero ser livre", sublinhou a soprano sul-africana.

Na versão do encenador Simon Stone, Violeta é uma influenciadora social em imersão no mundo digital. "O encenador criou um universo com imagens inspiradas nas redes sociais e na internet. Ele retrata o desejo de milhões de pessoas de seguirem alguém nas redes sociais, de serem amadas e de mostrarem que seguem alguém. A encenação funciona muito bem e prova que a ópera La Traviata é uma obra intemporal", contou o tenor francês Benjamin Bernheim.

A soprano sul-africana Pretty Yende

A história de Violeta em Paris

Na ópera La Traviata, Verdi conta uma história passada em Paris baseada na vida de Marie Duplessis, uma célebre cortesã parisiense. "Podemos passear em Paris, encontrar locais e imaginar os salões onde essas festas se passavam. É uma cidade repleta de história e de emoções. Cantar na ópera Garnier é mágico, é como um conto de fadas. Imaginamos a música e os cantores que passaram por aqui, nas últimas décadas, ou mesmo nas últimas centenas de anos", contou o tenor francês.

Pretty Yende sente uma ligação profunda à reviravolta emocional e ao desfecho trágico da vida de Violeta."Mostrar esta história em Paris sobre uma mulher que viveu aqui torna tudo tão real. Quando caminho pelas ruas sinto que sou essa mulher que caminhou por aqui. Sinto que há muitos pontos em comum. Passei por muitas coisas na minha vida vida pessoal que foram muito difíceis", sublinhou a soprano sul-africana.