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O escândalo com a extrema-direita que ditou a crise na Áustria

O escândalo com a extrema-direita que ditou a crise na Áustria
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REUTERS/Leonhard Foeger
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Uma estadia na ensolarada ilha espanhola de Ibiza pode ser um sonho para políticos em busca de uma pausa, mas tornou-se um pesadelo para o austríaco Heinz-Christian Strache, ex-líder do Partido da Liberdade, de extrema-direita, desencadeando uma crise política na Áustria.

Um vídeo gravado num hotel, em 2017, quando Strache liderava o partido, ainda na oposição, revelou esquemas obscuros para obter apoio financeiro russo para o partido.

Tratou-se de uma armadilha que foi revelada pela imprensa alemã, em maio de 2019, quando o político já era vice-chanceler da Áustria.

O chanceler Sebastian Kurz, de centro-direita, de imediato criticou o parceiro no governo de coligação e Strache acabou por se demitir.

"Eu estava bêbado e num momento íntimo acabei por soltar a língua para dizer tudo e mais alguma coisa. Tive uma reunião com o chanceler Sebastian Kurz, ao qual apresentei a minha demissão do cargo de vice-chanceler da República da Áustria e ele aceitou", disse Heinz-Christian Strache, em conferência de imprensa, a 18 de maio passado.

Kurz acabaria por cair

O chanceler Kurz pediu ao presidente austríaco, Alexander van der Bellen, para convocar eleições antecipadas e o chefe de Estado concordou. "É preciso fazer uma renovação rapidamente, o mais rapidamente que a Constituição permitir", disse van der Bellen.

Mas a decisão não foi suficiente para segurar Sebastian Kurz num governo minoritário interino, tendo sido derrotado numa moção de censura no Parlamento, apresentada pelo partido social-democrata, a força de centro-esquerda que estava na oposição.

Os deputados da extrema-direita também votaram contra Kurz, enterrando de vez a aliança que tinha existido.

O jovem chanceler esteve apenas um ano e meio no cargo e foi o primeiro chanceler a ser deposto pelo Parlamento na história da Áustria.

Uma semana mais tarde, o Presidente Alexander van der Bellen nomeou a presidente do Tribunal Constitucional, Brigitte Bierlein, para liderar interinamente um governo tecnocrata até às eleições de 29 de setembro.

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