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Áustria mais perto da direita sem maioria absoluta

Áustria mais perto da direita sem maioria absoluta
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A Áustria prepara-se para ir às urnas, este domingo. Na reta final da campanha e sem perspetivas de maioria absoluta, os candidatos ainda tentam mudar as contas apresentadas pelas projeções.

No debate antes das eleições, os cabeças-de-lista que se perfilam para a chefia do executivo esgrimiram os últimos argumentos que podem decidir o regresso ou o afastamento da direita eleita em 2017.

De acordo com as sondagens, o Partido Popular Austríaco do ex-chanceler Sebastian Kurz surge à frente nas intenções de voto, mas os 35% que está previsto obter não chegam para uma maioria absoluta. Kurz admite o cenário.

"O nosso objetivo é ficar em primeiro lugar, no domingo. Se as pessoas confiarem em nós, iremos começar a falar com todos os partidos. Vou tentar gerir essa confiança com responsabilidade e tentarei encontrar um governo estável. Se não conseguir, aí um governo de minoria será então uma opção", afirmou o ex-chanceler.

Pamela Rendi-Wagner é a mulher encarregue de tentar posicionar a Áustria mais ao centro. A candidata pelo Partido Social-Democrata (SPÖ), surge nas sondagens em segundo lugar com 22% dos votos e não desiste de captar o voto verde. As políticas ambientais foram chamadas ao debate e a líder do SPÖ defendeu a expansão da rede ferroviária no país. Uma medida com a qual pretende fazer concorrência às ligações aéreas e reduzir os voos de curta distância.

Durante cerca de ano e meio, os austríacos tiveram no governo uma coligação entre a direita conservadora do Partido Popular Austríaco (ÖVP) e a extrema-direita do Partido da Liberdade da Áustria (FÖP). Desde há quatro meses, o país é gerido por um governo interino, depois de um escândalo sobre um caso de corrupção ter feito ruir o governo.

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