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Novos mercados dos vinhos espanhóis

Novos mercados dos vinhos espanhóis
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A indústria espanhola de produção de vinho atravessa um período de profunda incerteza, não só por causa do Brexit mas também por causa das novas sanções dos Estados Unidos. A Espanha é um dos países afetados pelas novas tarifas norte-americanas sobre alimentos, vinhos e outros produtos europeus.

Alberto Saldon, responsável pela comunicação da Companhia de Vinhos de Zamora, destaca as consequências das sanções no mercado espanhol.

“A saída do mercado britânico da União Europeia vai ser um golpe para a indústria agro-alimentar espanhola, especificamente para o setor vitivinícola, porque as exportações serão sujeitas a taxas e direitos aduaneiros”.

Donald Trump quer aplicar taxas aos vinhos de França, Alemanha e Espanha.

Segundo os dados do Observatório Espanhol do Mercado do Vinho, em 2018, a Espanha exportou 90 milhões de litros para os Estados Unidos, o que equivale a um valor total de 325 milhões de euros.

Adolfo Gatell, Diretor Geral do Guia Peñin, sublinha a situação particular do setor vitivinícola espanhol.

"As consequências das sanções dos Estados Unidos e do Brexit são muito diferentes. O Brexit vai afetar todos os vinhos europeus: franceses, italianos, alemães, que são os nossos grandes concorrentes mundiais, tanto em quantidade como em qualidade. Por outro lado, as tarifas dos Estados Unidos são apenas para os vinhos dos países que têm ligações ao grupo Airbus. Assim, não afetará outros países como Portugal, Itália, Grécia, Áustria. Outros países que não fazem parte do projecto Airbus".

Para contrariar a queda nas exportações, muitos produtores espanhóis apostam agora nos mercados asiáticos, onde o vinho tem grande potencial de crescimento. No último ano, a Espanha exportou 81 milhões de litros para a China. A indústria de vinhos chinesa cresce rapidamente mas ainda depende da importação para dar resposta ao consumo do mercado interno.

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