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Macron estreita laços com a China

Macron estreita laços com a China
Direitos de autor Nicolas Asfouri/Pool via REUTERS
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De  Euronews
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Em visita oficial a Pequim, presidente francês criticou Estados Unidos e assinou vários acordos comerciais com a China

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Economia, clima e a importância da França e da Europa na geopolítica mundial: estes foram os grandes temas que dominaram a visita do presidente francês à China. Na conferência de imprensa com o homólogo chinês, Xi Jinping, Emmanuel Macron deplorou as políticas comerciais dos Estados Unidos de Trump, mas disse esperar melhorias:

"A China e a Europa partilham a mesma recusa da guerra comercial, que só faz perdedores. Por isso, sublinhei ao presidente Xi Jinping o meu desejo de que as discussões em curso entre os Estados Unidos e a China permitam apaziguar rapidamente as tensões e tomem devidamente em conta os interesses do grande parceiro comercial da China, que é a União Europeia."

A deslocação serviu também para assinar vários acordos comerciais entre a França e a China, em áreas como a agricultura, a energia ou a aeronáutica. Acordos que representarão entre 15 e 20 mil milhões de euros.

Xi Jinping: "Ambos os lados obtiveram novos consensos em termos de cooperação nas áreas da energia nuclear, aviação e espaço aéreo, para encorajar companhias e departamentos relevantes de ambos os países para desenvolverem um mercado de energia nuclear, a indústria da aviação, o desenvolvimento de satélites e vários outros intercâmbios."

A retirada dos Estados Unidos do Acordo de Paris sobre o Clima, confirmada esta segunda-feira, foi fortemente criticada pelo presidente francês:

"Lamento as escolhas feitas por outros, mas quero tratá-las como escolhas marginais, porque quando a China, a União Europeia, a Rússia - que ratificou há poucas semanas os Acordos de Paris -, se comprometem com firmeza, a escolha isolada de um ou outro país não é suficiente para mudar a trajetória do mundo."

Para sublinhar a oposição à escolha da administração Trump, a França e a China aproveitaram a ocasião para assinar um texto comum que estipula a "irreversibilidade do Acordo de Paris".

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