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Eurodeputados declaram "emergência climática e ambiental"

Eurodeputados declaram "emergência climática e ambiental"
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O Parlamento Europeu declarou o estado de "emergência climática e ambiental" com a aprovação de uma resolução, quinta-feira, na sessão plenária, em Estrasburgo (França).

O texto, aprovado com 429 votos a favor, 225 contra e 19 abstenções, surge a poucos dias da Conferência da ONU sobre o Clima, que decorrerá em Madrid (Espanha), de 2 e 13 de dezembro.

Os eurodeputados defendem que a União Europeia deve reduzir as emissões de gases com efeito de estufa em 55% até 2030, para atingir a neutralidade climática até 2050.

"Trata-se de declarar um estado de emergência em termos do clima e do ambiente, mas também de agir em conformidade. Isto é, deve-se tomar ações muito concretas em consonância com essa emergência. Portanto, não se deve apenas declarar a emergência, mas também agir, tomar as decisões políticas acertadas tendo em conta este paradigma", disse, à euronews, Pascal Canfin, eurodeputado francês do grupo liberal Renovar a Europa, um dos autores da resolução.

Mas houve quem apontasse o dedo ao próprio Parlamento Europeu por ter sedes em dois países diferentes (Bélgica e França), exigindo constantes viagens dos membros e funcionários. Estima-se que cada uma dessas deslocações mensais produz 19 mil toneladas de emissões de CO2.

Os países cuja economia está mais dependente do carvão, sobretudo no Leste e com a Polónia à cabeça, pedem apoio para a transição.

55% ou 65% de redução de emissões?

Já os ativistas exigem ainda maior ambição: "A meta de redução de 55% exigida pelo Parlamento Europeu e defendida por vários governos europeus ainda não está alinhada com a meta de evitar o aumento de 2 graus Celsius na temperatura global. A Greenpeace é uma das organizações ambientalistas que defende que essa meta deve ser de 65%", explicou Sebastian Mang, da organização não-governamental Greenpeace.

A presidente-eleita da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, fez do Acordo Verde Europeu a prioridade política do seu mandato, que começa a 1 de dezembro, e tem cinco anos para passar das promessas aos atos.

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