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"Breves de Bruxelas": UE fará da Líbia uma prioridade

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"Breves de Bruxelas": UE fará da Líbia uma prioridade
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A União Europeia está preocupada com um controverso acordo de fronteira marítima entre a Turquia e a Líbia, tendo dois Estados-membros mostrado maior criticismo na reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, segunda-feira, Bruxelas.

A presidir pela primeira-vez a este concelho ministerial, o novo Alto Representante para a Política Externa da União Eurppeia, Josep Borrell, disse que o caso vai ser analisado com cautela.

"Temos estado debruçados sobre o Memorando de Entendimento assinado entre a Líbia e a Turquia. Debatemos o tema e ficou claro nessa discussão que este documento suscita grande preocupação. Expressámos nossa solidariedade e apoio à Grécia e Chipre e continuaremos a fazê-lo", disse Josep Borrell, em conferência de imprensa.

Estes dois Estados-membros consideram que o acordo viola a lei internacional numa zona sensível sobre direitos de exploração de petróleo e gás no Mediterrâneo oriental

"Pedi a condenação explícita do acordo e a criação de um quadro de sanções se a Turquia e o regime no poder em Trípoli não cumprirem a lei. Obviamente, pedimos o apoio expresso da União Europeia à Grécia e a Chipre", afirmou Nikos Dendias, ministro dos Negócios Estrangeiros da Grécia.

O conselho debateu, ainda, um plano da Alemanha para pôr fim à guerra civil na Líbia, que dura há cinco anos. A Amnstia Internacional espera que Josep Borrell se empenhe em lutar contra os abusos dos direitos humanos no país.

"Para haver sustentabilidade, a longo prazo, na Líbia é preciso haver justiça, apuramento de responsabilidades e respeito pelos direitos humanos. Caso contrário, será uma crise recorrente que continuará ao longo do mandato de Borrell e para além dele", disse Eve Geddie, diretora da delegação da Amnistia Internacional para a União Europeia.

Alto Representante para a Política Externa da União Eurppeia concorda que esta deve ser uma prioridade diplomática para o bloco: "Penso que deveríamos fazer mais na Líbia. Não podemos afirmar que somos uma potência geopolítica se não conseguirmos resolver problemas na nossa vizinhança mais próxima".