EventsEventosPodcasts
Loader

Find Us

PUBLICIDADE

"Breves de Bruxelas": UE fará da Líbia uma prioridade

"Breves de Bruxelas": UE fará da Líbia uma prioridade
Direitos de autor REUTERS
Direitos de autor REUTERS
De  Isabel Marques da Silva
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button
Copiar/colar o link embed do vídeo:Copy to clipboardCopied

A guerra civil na Líbia e um acordo de fronteira marítima que este país assinou com a Turquia foi um dos temas dominantes no primeiro conselho de ministros de Negócios Estranegrios da União Europeia presidido pelo novo Alto Representante para a Política Externa, Josep Borrell.

PUBLICIDADE

A União Europeia está preocupada com um controverso acordo de fronteira marítima entre a Turquia e a Líbia, tendo dois Estados-membros mostrado maior criticismo na reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, segunda-feira, Bruxelas.

A presidir pela primeira-vez a este concelho ministerial, o novo Alto Representante para a Política Externa da União Eurppeia, Josep Borrell, disse que o caso vai ser analisado com cautela.

"Temos estado debruçados sobre o Memorando de Entendimento assinado entre a Líbia e a Turquia. Debatemos o tema e ficou claro nessa discussão que este documento suscita grande preocupação. Expressámos nossa solidariedade e apoio à Grécia e Chipre e continuaremos a fazê-lo", disse Josep Borrell, em conferência de imprensa.

Estes dois Estados-membros consideram que o acordo viola a lei internacional numa zona sensível sobre direitos de exploração de petróleo e gás no Mediterrâneo oriental

"Pedi a condenação explícita do acordo e a criação de um quadro de sanções se a Turquia e o regime no poder em Trípoli não cumprirem a lei. Obviamente, pedimos o apoio expresso da União Europeia à Grécia e a Chipre", afirmou Nikos Dendias, ministro dos Negócios Estrangeiros da Grécia.

O conselho debateu, ainda, um plano da Alemanha para pôr fim à guerra civil na Líbia, que dura há cinco anos. A Amnstia Internacional espera que Josep Borrell se empenhe em lutar contra os abusos dos direitos humanos no país.

"Para haver sustentabilidade, a longo prazo, na Líbia é preciso haver justiça, apuramento de responsabilidades e respeito pelos direitos humanos. Caso contrário, será uma crise recorrente que continuará ao longo do mandato de Borrell e para além dele", disse Eve Geddie, diretora da delegação da Amnistia Internacional para a União Europeia.

Alto Representante para a Política Externa da União Eurppeia concorda que esta deve ser uma prioridade diplomática para o bloco: "Penso que deveríamos fazer mais na Líbia. Não podemos afirmar que somos uma potência geopolítica se não conseguirmos resolver problemas na nossa vizinhança mais próxima".

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

"Breves de Bruxelas": o Pacto Verde Europeu e os cidadãos

"Os tuaregues são piores que os líbios. Tratam-nos como animais"

"Breves de Bruxelas": filha de Prémio Sakharov 2019 apela a mais ação da UE