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Boeing suspende produção dos 737 Max

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Boeing suspende produção dos 737 Max
Direitos de autor  AFP
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Ficaram em terra nos últimos nove meses e daí não saem nos próximos tempos. A Boeing decidiu suspender a produção do controverso modelo 737 Max a partir de janeiro.

A construtora garante que a medida, de caráter temporário, não vai afetar os cerca de 12 mil postos de trabalho diretos. Mas já não pode dizer o mesmo em relação às cercas de 900 empresas que fabricam peças para estes aviões.

"Qualquer pessoa na Boeing reconhece que se cometeram erros graves, tanto do lado da empresa, como das entidades reguladoras. Não houve uma transparência total acerca dos problemas. E isso agravou a situação, porque continuam a surgir novas informações, há cada vez mais capítulos na novela e mais questões sobre a segurança do avião", afirma Joe Schwieterman, especialista em aeronáutica.

Após os acidentes na Indonésia e Etiópia, que fizeram 346 mortos, a Administração Federal de Aviação americana (FAA) assegura que os 737 Max não vão descolar tão cedo, enquanto não se definirem mudanças concretas, sobretudo no software de controlo de voo. A construtora enfrenta ainda os processos judiciais interpostos pelos familiares das vítimas.

Desde que a circulação dos 737 Max foi interrompida, foram construídos mais quatro centenas de aparelhos que, por sua vez, não puderam ser entregues às companhias perante a persistência da interdição. Calcula-se que as perdas da Boeing já ascendam aos 8 mil milhões de euros.

O impacto sobre a economia americana pode tornar-se particularmente sério, sendo que estão em causa aqueles que são unitariamente os mais valiosos produtos de exportação dos Estados Unidos.

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