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"Idade pivot" no centro da contestação contra a reforma das pensões

"Idade pivot" no centro da contestação contra a reforma das pensões
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AP Photo/Francois Mori
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Há algo que não mudou para Laurent desde o início das greves contra a reforma das pensões em França. Este trabalhador ferroviário de 48 anos levanta-se, como todos os dias às 6 horas da manhã. Mas agora o principal objetivo dos grevistas é convencer os utentes a apoiarem o movimento.

Laurent Aubeleau: "Estamos a instalar os nossos piquetes de greve na estação, como fazemos todos os dias desde 5 de dezembro."

Nenhum aspeto da reforma proposta pelo governo os convence, nem o sistema de pontos, nem o novo método de cálculo das pensões, que toma em consideração a totalidade da carreira e não apenas os últimos seis meses. Os grevistas temem que isso reduza as suas pensões.

E também contestam o que o executivo designa de "idade pivot", que permite uma reforma aos 62 anos, mas encoraja mais dois anos de trabalho para obter uma pensão completa.

Em 2018, a média da idade de reforma para os condutores de comboio franceses foi de 53 anos. Para os restantes trabalhadores do setor, 58 anos. A proposta de um aumento gradual da idade de reforma feita pelo governo não é suficiente para os grevistas.

Laurent Aubeleau: "O que queremos primeiro é o abandono total da reforma das pensões. O governo precisa de tomar realmente em consideração a ira que existe no país."

Guillaume Petit, euronews: "Um recuo completo é algo que está muito longe da linha definida pelo presidente francês, que apela no entanto a um rápido compromisso. Mas a medida da 'idade pivot' é rejeitada pelos sindicatos, incluíndo os reformistas. Uma medida também rejeitada pela maioria dos franceses, de acordo com as sondagens, e que encontra vozes críticas, até no seio da maioria parlamentar."

Um grupo de 20 deputados da formação governante propôs mesmo alternativas ao primeiro-ministro Edouard Philippe para o que chamou de uma "reforma aceitável".

Hubert Julien-Laferrière, deputado LREM (La République en Marche): "Precisamos de uma 'idade pivot' personalizada e não a mesma para todos, que possa ser adaptada aos diversos tipos de carreiras e dificuldades no trabalho, porque existem diferenças na esperança de vida, dependendo de cada emprego. E, depois dos 60 anos, essa diferença por chegar a uma década."

O governo parece disposto a fazer concessões nas questões dos trabalhadores mais idosos e empregos mais exigentes e poderá apresentar novas propostas dentro de duas semanas. Esta sexta-feira, haverá novas negociações sobre o financiamento das pensões. Entretanto, cada campo mantém posições e os sindicatos já convocaram novos protestos para o próximo fim-de-semana.

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