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União Europeia dominada por coligações

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União Europeia dominada por coligações
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A União Europeia conta com dois novos governos de coligação. Em Espanha trata-se da primeira coligação governamental desde o fim da era franquista. O executivo é partilhado entre os socialistas e o Unidas Podemos. E a Áustria vai tentar uma nova mistura, desta feita entre Conservadores e Verdes.

"Creio que se trata da primeira vez que Espanha tem de facto um governo de coligação, eles não têm essa tradição. Por isso será interessante observar como vão trabalhar em conjunto. Por toda a Europa, parece que os governos de coligação são a regra em vez de exceção". afirma Sandra Parthie, diretora da delegação em Bruxelas do Instituto Económico Alemão.

De momento, na União Europeia a maioria dos países têm governos de coligação, mais precisamente 15 países europeus formaram uma coligação, 4 têm governos minoritários e apenas cinco têm governos de um só partido.

Segundo esta especialista, a maioria dos governos são formados por conservadores e partidos de centro-direita ou centro-esquerda.

"As coligações funcionam bem quando há um certo nível de maturidade democrática entre os partidos envolvidos. Não necessariamente entre aqueles que formam a coligação mas entre os outros que aceitam a exist~encia desta maioria e que eles se encontram na oposição e têm um papel a desempenhar na oposição. É possível fazer isto de forma construtiva ou de forma não construtiva e mais populista ou difícil", defende Sandra Parthie.

A nível europeu, um país com um governo de coligação será mais forte? Tal como refere esta especialista, por vezes as decisões chegam tarde e são contraditórias.

Para Sandra Parthie, "se existe um representante de um partido na pasta da economia, por exemplo, e, na pasta do ambiente, o representante for de outro partido, a atitude perante o Pacto Verde Europeu pode ser contraditória, por isso chegar a uma posição comum frente à União Europeia pode ser difícil".

Mas apesar das dificuldades no seio das coligações existem igualmente benefícios.

"O lado positivo dos governos de coligação é que incluém mais pessoas, mais eleitores e mais interesses a nível nacional e isso cria um grupo de pessoas mais alargado que de certa forma defendem as decisões políticas frente ao público", afirma.