Falta de equipamento contra o Coronavírus

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De  Patricia Tavares
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OMS preocupada com a escassez de máscaras de proteção.

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A maior cidade da China está deserta. Xangai está sem movimento, devido à epidemia de coronavírus que afetou grande parte do país. O governo chinês, continua a enfrentar uma das crises de saúde pública mais graves da história.

Houve um misto de emoção e de revolta, depois da morte do médico de de Wuhan que lançou o alerta sobre o coronavírus. Foi feita uma vigília em Hong Kong, em homenagem a Li Wenliang - que contraíu a doença através de um paciente.

Em pleno surto há falta de equipamento. A Organização Mundial da Saúde deixa o alerta: a procura de máscaras e de outros equipamentos de proteção pessoal pode comprometer os profissionais de saúde que tentam dar resposta ao vírus.

O mundo está a enfrentar graves perturbações no mercado de equipamentos de proteção pessoal. A procura é 200 vezes maior do que o normal e os preços aumentaram até 20 vezes. A situação intensificou-se devido ao uso inadequado destes equipamentos, fora do atendimento ao paciente. Em consequência, os stocks estão esgotados e com atrasos de quatro a seis meses.
TEDROS ADHANOM GHEBREYESUS
Diretor Geral OMS

No Japão, quase 4 mil pessoas foram colocadas em quarentena num navio de cruzeiro, em Yokohama. Segundo o último relatório, existem dezenas de pessoas infetadas e o isolamento pode prolongar-se até 19 de fevereiro.

Outro navio de cruzeiro foi imobilizado nesta sexta-feira em Nova Jersey, nos Estados Unidos. 27 cidadãos chineses a bordo foram examinados e quatro estão em observação num hospital norte-americano.

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