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Bruxelas propõe neutralidade carbónica na UE em 2050

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Bruxelas propõe neutralidade carbónica na UE em 2050
Direitos de autor  AFP
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A Presidente da Comissão Europeia convidou a ícone internacional da luta contra as alterações climáticas para a apresentação da lei climática, que visa travar o aquecimento global, quarta-feira, em Bruxelas.

O objetivo é que as emissões poluentes sejam baixas ao ponto de serem totalmente absorvidas pela natureza ou por nova tecnologia, em 2050, mas a jovem sueca mostrou-se pouco impressionada.

"Disseram que há uma ameaça existencial, agora devem provar que estavam a falar a sério. Menos do que isso é rendição", disse Greta Thunberg.

Os 27 países da União Europeia terão de aceitar transpor esta meta para a lei nacional. Portugal está de acordo, mas outros devem mostrar resistência. Apesar de compreender o ceticismo de Greta, o vice-presidente-executivo da Comissão Europeia, Frans Timmermans não, o partilha.

"Estamos todos a esforçarmo-nos para alcançar o mesmo objetivo. Aparentemente, Greta tem mais ambição ou pensa que não vamos conseguir cumprir. Nisso estamos simplesmente em desacordo, o que não é um problema", disse o mais alto responsável por esta pasta.

Motor do Pacto Ecológico Europeu

As organizações não-governamentais ligadas ao ambiente lamentam a ausência de metas de redução de emissões de curto prazo, nomeadamente para 2030. Por agora prevê um corte de apenas 40 por cento face aos valores de 1990.

"Para que a União realmente implemente o acordo de Paris e contribua para limitar o aumento da temperatura a 1,5 graus Celsius, precisaríamos de pelo menos 65% de redução de gases com efeito estufa até 2030", explicou Klaus Röhig, analista climático na CAN Europe (Rede de ação climática).

A lei serve de motor ao novo Pacto Ecológico Europeu, que vai ter uma estratégia industrial e energética que torne a União competitiva, mas respeitadora de um importante compromisso internacional.

"Ter neutralidade carbónica em 2050 é exatamente o objetivo do acordo de Paris. Estaremos a dar forma de lei europeia ao texto que assinamos em Paris em 2015", referiu Pascal Canfin, presidente da comissão de Ambiente no Parlamento Europeu.

Para pôr em prática esta lei serão necessários investimentos para ter mais energia a partir de fontes renováveis em vez de fósseis e novos métodos de produção que poupem nos recursos naturais. Esses investimentos deverão ser privilegiados no próximo orçamento da União Europeia para 2021-2027.