Última hora
This content is not available in your region

"Estado da União": Progressos e alertas no combate à pandemia

euronews_icons_loading
"Estado da União": Progressos e alertas no combate à pandemia
Direitos de autor  Matthieu RONDEL/EU
Tamanho do texto Aa Aa

Depois de algumas semanas de confinamento na Europa, há vozes que se questionam sobre quando terminará o estado de emergência decretado em muitos países e este é um dos temas em destaque no programa "Estado da União".

Alguns Estados-membros da União Europeia, tais como a Áustria e a Dinamarca, sentem-se suficientemente confiantes para relaxar algumas das restrições existentes a partir da Páscoa, o que poderá pressionar outros países a seguirem o exemplo.

Mas a comissária europeia para a Saúde, Stella Kyriakides, disse à euronews que é preciso cautela: "A vida na Europa voltará, gradualmente, à normalidade. Já estamos a trabalhar em possíveis estratégias de saída que iremos recomendar aos Estados-membros com base em evidências científicas”.

Alguns eurodeputados que têm formação em medicina resolveram regressar aos seus países de origem para ajudarem na linha da frente do combate à Covid-19. Chrysoula Zacharopoulou, eurodeputada liberal francesa, está a trabalhar num hospital militar perto de Paris e relativiza um certo desnorte inicial na União Europeia.

"Diante de uma crise de saúde pública tão grande, é normal que não tivéssemos a resposta certa no início. Mas penso que agora a Comissão Europeia e outras instituições estão a usar tecnologia moderna para fazerem as coisas avançar. Existem sinais da solidariedade europeia. Devemos seguir as instruções para ficar em casa, por respeito aos profissionais da saúde, a nós proprios e à sociedade", disse a eurodeputada, em entrevista à euronews.

Com metade da população mundial a viver em confinamento, muitas pessoas são forçadas a viverem de forma muito próxima por um longo período de tempo. Isso levou ao rápido aumento de casos num femómeno grave: a violência doméstica contra as mulheres.

A situação é tão preocupante que levou o secretário-geral da ONU, António Guterres, a lançar um pedido urgente de ação: "Peço a todos os governos que os esforços para prevenir e responder a casos de violência contra as mulheres sejam uma parte essencial dos seus planos nacionais de resposta à Covid-19".

"Isso significa aumentar o investimento em serviços online e às organizações da sociedade civil, garantir que os sistemas judiciais continuam a processar os agressores e criar sistemas de alerta de emergência nas farmácias e nas mercearias. Os abrigos para mulheres devem ser vistos como serviços essenciais e devem criar-se mecanismos seguros para as mulheres procurarem apoio, sem que isso alerte os agressores", acrescentou Guterres.