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Covid-19: Empresas chinesas em Angola podem perder mais de 460 milhões de euros

Covid-19: Empresas chinesas em Angola podem perder mais de 460 milhões de euros
Direitos de autor  SCHALK VAN ZUYDAM/AP2009
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As empresas chinesas em Angola registaram uma perda de 350 a 500 milhões de dólares (323 a 461 milhões de euros) devido à pandemia de covid-19, declarou o vice-presidente da Câmara de Comércio Angola-China ao Jornal de Angola.

Numa entrevista ao diário angolano, Francisco Shen, adiantou que em 2019 o volume de negócios atingiu 2,86 mil milhões de dólares (2,63 mil milhões de euros) e o investimento das empresas 206 milhões de dólares (190 milhões de euros).

“O surto repentino da pandemia está a ser insuportável. A situação económica das empresas chinesas em Angola está a piorar. Se a situação não melhorar, essas perdas vão ultrapassar os 500 milhões de dólares [461 milhões de euros]”, declarou o mesmo responsável, indicando que o primeiro trimestre de 2020 está a ser caracterizado por perdas em todas as empresas privadas e estatais da China presentes em Angola.

Atualmente, o número de cidadãos e empresários chineses em Angola será de cerca de 50.000, que compara com os 200 mil registados até final de 2019.

Francisco Shen afirmou que “a queda vertiginosa do preço do petróleo impulsionou a paralisação dos projetos de construção de infraestruturas” e muitas empresas optaram pela retirada do mercado ou transformação das suas atividades.

O dirigente associativo detalhou que, de janeiro a dezembro de 2019, o volume comercial bilateral entre a China e Angola atingiu 25,71 mil milhões de dólares (23,69 mil milhões de euros), uma queda de 8,35 por cento em relação ao ano anterior.

O quadro de exportações chinesas para Angola, em 2019, atingiu em 2.056 mil milhões de dólares (1.894 mil milhões de euros, tendo registado uma queda de 8,78 por cento em relação ao ano anterior e, as importações atingiram os 23.654 mil milhões (21.789 mil milhões de euros), com queda de 8,31 por cento.

Em relação às limitações ao horário de atividade das empresas, devido ao estado de emergência que vigora em Angola, adiantou que as firmas chinesas têm cumprido de forma rigorosa as medidas, estando todas elas temporariamente fechadas.

“Todo o pessoal fica de quarentena domiciliar. Por exemplo, a Cidade da China e o Kilamba Shopping também foram, temporariamente, fechados. Todos fazemos o uso da máscara, lavagem das mãos, uso de desinfetantes e medição da temperatura”, referiu ao mesmo jornal.

Angola regista atualmente 27 casos positivos de covid-19, que causou duas mortes no país.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 211 mil mortos e infetou mais de três milhões de pessoas em 193 países e territórios.