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Oposição polaca contra data das presidenciais

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Oposição polaca contra data das presidenciais
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Continua a polémica sobre as eleições presidenciais na Polónia. Marcadas para o dia 10 de maio, as eleições foram impostas pelo partido no poder. Tendo em conta o contexto da pandemia, o “Lei e Justiça”, propôs alterações ao código eleitoral que permitissem uma eleição apenas com voto por correio.

Os críticos, incluindo grupos de defesa dos direitos humanos e observadores eleitorais, afirmam que as alterações legislativas, que ainda não tiveram luz verde do parlamento, foram aprovadas à pressa e podem impedir que as eleições sejam livres e justas.

Numa declaração conjunta, nove antigos primeiros-ministros e presidentes polacos pediram o boicote da votação, argumentando que o escrutínio por correspondência pode ser inconstitucional e não garantir a confidencialidade dos eleitores.

Uma posição assumida depois de Donald Tusk, presidente do Partido Popular Europeu e antigo presidente do Conselho Europeu, apelar ao boicote do que considera ser uma "não-eleição".

As dúvidas também chegam de Bruxelas. Věra Jourová, vice-presidente da Comissão Europeia, disse que se fosse cidadã polaca teria muitas perguntas, porque gostaria de ter acesso justo à votação e de ver os candidatos a fazer uma campanha justa num período normal de campanha.

As sondagens de opinião revelam que menos de 30% dos polacos vão votar se as eleições não forem adiadas e se continuarem marcadas para a próxima semana.