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Parceiros sociais criticam atrasos da UE nas medidas laborais

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Parceiros sociais criticam atrasos da UE nas medidas laborais
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Não há tempo a perder com a burocracia. Esta é a mensagem enviada pelos parceiros sociais às instituições europeias. Patronato e sindicatos pediram aos ministros do Emprego da União Europeia reunidos, terça-feira, por videoconferência, para agirem rapidamente na crise criada pela pandemia.

O consenso parece existir em termos dos programas de ajuda de emergência, mas Luca Visenti, secretário-geral da Confederação Europeia de Sindicatos, aponta fragilidades: "Ainda existem algumas lacunas relevantes, porque nem todos os trabalhadores são cobertos pelas medidas, nomeadamente os trabalhadores mias precários, como os independentes, tarefeiros, freelancers, que com muita frequência são esquecidos".

"Além disso, o dinheiro não está a chegar às pessoas. As medidas foram criadas e as pessoas cumprem os critérios de acesso, mas ainda está tudo no plano teórico e não há apoio efetivo em termos de remuneração salarial", acrescentou, em entrevista à euronews.

Faltam orientações de segurança detalhadas

As organizações do patronato, por seu lado, pedem às instituições europeias e governos nacionais que respeitem os prazos relativos à implementação de medidas de emergência.

"As empresas, especialmente as de pequena e média dimensão, precisarão de ser apoiadas para garantir uma revitalização segura da atividade económica. É muito importante que seja realizado trabalho sobre medidas de saúde e segurança no local de trabalho. É muito importante ter essas orientações sobre as diretrizes de segurança para se regressar ao trabalho. Quanto menos preparados estivermos e mais tarde o fizermos, mais difícil será gerir a recuperação", afirmou Markus Beyer, diretor-executivo da BusinessEurope, que federaliza associações nacionais de empresas.

Existem cerca de 40 milhões de pessoas desempregadas na União Europeia e as previsões económicas são preocupantes, apontando-se que um quarto da população activa possa ficar no desemprego.

A criação de riqueza deverá diminuir entre 7% e 10%, sendo que, na quarta-feira, se espera o anúncio formal desses estimativas pela Comissão Europeia.