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A "guerra" da cloroquina no Brasil

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Valparaiso, junto a Brasília
Valparaiso, junto a Brasília   -   Direitos de autor  Eraldo Peres/ The Associated Press. All rights reserved
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A abertura de sepulturas num dos maiores cemitérios do continente americano, Vila Formosa, em São Paulo, prossegue a um ritmo inédito.O Brasil ultrapassou a fasquia das 19 mil mortes. Os enterros são reduzidos ao essencial.

"Eles chamam a gente de 5 em 5, para enterrar de 5 em 5. Não tem direito a velório, não tem direito a nada. Simplesmente, [o corpo] sai do hospital, vem direto para cá. Nem tem direito de pôr roupa, de dar um enterro digno à pessoa", explica Flávia Dias, amiga da filha de uma vítima.

Nós estamos falando de uma guerra, onde precisamos disponibilizar o direito que é clamado pelos brasileiros a receber uma medicação
Mayra Pinheiro
Secretária da Gestão do Trabalho e Educação na Saúde do Brasil

Depois de dois ministros da Saúde ficarem pelo caminho, Jair Bolsonaro admite agora que a cloroquina, o controverso medicamento, não tem eficácia garantida. Mas a implementação continua a avançar.

"Nós estamos falando de uma guerra, onde nós precisamos disponibilizar o direito que é clamado pelos brasileiros a receber uma medicação que, em vários estudos clínicos, tem mostrado evidência, embora nós tenhamos estudos ainda escassos no mundo inteiro.", aponta Mayra Pinheiro, secretária da Gestão do Trabalho e Educação na Saúde.

O Brasil é o terceiro país do mundo com mais contágios, mais de 294 mil casos, a seguir aos Estados Unidos e à Rússia.