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UE relembra metas no Dia Internacional da Biodiversidade

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UE relembra metas no Dia Internacional da Biodiversidade
Direitos de autor  AFP
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Por iniciativa das Nações Unidas, esta sexta-feira, 22 de maio, foi Dia Internacional da Biodiversidade. A Comissão Europeia tem vindo a apresentar uma visão do futuro sustentável e uma série de objetivos para a próxima década, com o objetivo de prevenir a tragédia que representa a extinção das espécies, como explicou o vice-presidente da Comissão, Frans Timmermans: "Ao destruir a natureza a um ritmo sem precedentes, com um milhão de espécies em risco de extinção nas próximas décadas, pusemos a nossa vida, a nossa saúde e o nosso bem-estar em risco".

Os objetivos pretendem fazer da Europa um continente mais verde e com um risco de perda de biodiversidade mais baixo ao longo dos próximos dez anos, através do programa batizado Pacto Verde Europeu. Uma dessas principais metas é impedir a desflorestação. Até 2030, a União Europeia planeia plantar três mil milhões de árvores.

Outra meta é fazer com que um quarto da terra arável europeia seja ocupado com culturas biológicas.

Um dos temas mais urgentes é parar a queda na população de abelhas, que desempenham um papel fundamental na manutenção da biodiversidade. O número de abelhas está a baixar drasticamente por culpa da ação dos pesticidas.

Este programa visa também diminuir para metade, nos próximos dez anos, o uso de pesticidas e outros químicos perigosos.

Há também uma preocupação em controlar as culturas intensivas, para que se evite o desperdício alimentar. Segundo um relatório de 2016, nos países da União Europeia são gerados todos os anos 88 milhões de toneladas de desperdícios. Fazendo baixar o número, a Europa quer também lutar contra as alterações climáticas, redistribuir a comida produzida em excesso e poupar dinheiro aos agricultores.

Como parte do Pacto Verde Europeu, a comissão pretende que o desperdício alimentar, na Europa, baixe para metade até 2030.

Este ano, a luta pela biodiversidade ganha outra importância, devido à epidemia de coronavírus, já que a infeção pode transmitir-se entre diferentes espécies e este parece ser um risco adicional a um equilíbrio que já estava, em grande medida, ameaçado.