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Empresários hoteleiros belgas queixam-se dos custos para reabrir

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Empresários hoteleiros belgas queixam-se dos custos para reabrir
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O setor hoteleiro na Bélgica reabriu as portas a 8 de junho, após quase três meses de confinamento. É um dos últimos países da União Europeia a fazê-lo e os proprietários de bares e restaurantes estiveram em frenética atividade para fazerem as necessárias adaptações.

As novas normas sanitárias exigem que se mantenha o distancaimento social de um metro e meio entre as mesas, as ementas são descartáveis, entre outras medidas. Mas menos clientes por metro quadrado poderá implicar menos empregados.

“Estamos a fazer o possível para que todos possam trabalhar novamente. Com certeza não poderão todos fazer horário completo, alguns terão de fazer só metade da jornada, mas deverá haver uma evolução positiva com o passar dos dias ao nível do número de clientes que teremos em cada estabelecimento", referiu Coralie Michiels, proprietária de um restaurante em Bruxelas.

Mesmo que tenha entrado algum dinheiro através do sistema de entregas ao domicílio, os custos fixos e os investimentos para a reabertura são uma fatura pesada.

A HORECA, federação que representa o setor belga dos hotéis, restaurantes, bares e cafés, estima que cerca de 30% dos estabelecimentos poderão não voltar a abrir as portas.

“O fluxo financeiro diminuiu muito e para reabrir é preciso reinvestir no espaço e comprar mercadorias. As atuais medidas sanitárias custam dinheiro e não há ajuda direta para essas medidas, que sao obrigatórias. Se não tivermos um apoio forte e firme do governo, há muitos empresários que não vão poder pagar esse investimento ao fim de reabrir a sua atividade", explicou Fabian Hermans, da HORECA.

Cerca de 20% dos estabelecimentos deverão ficar fechados até que haja uma afluência maior de clientela.

A euronews falou com o dono do bar Stammbar que estima que teria de investir seis mil euros para reabrir com apenas 70% da lotação.

'"Somos um bar noturno e é impossível mudar o ambiente do bar. Preferimos não abrir as portas do que colocar mesas e outros móveis que depois teria de retirar. Seria uma perda financeira", disse Frederick Da Soghe, que pensa auardar seis meses.

Se até lá a procura da clientela não tiver voltado ao normal, este bar fechará as portas definitivamente.