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Queda da libra libanesa precipita protestos violentos

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Queda da libra libanesa precipita protestos violentos
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Mergulhado na pior crise económica em décadas, o Líbano voltou a ser palco de protestos que degeneraram em violência.

Esta quinta-feira, dia em que a libra libanesa caiu para mínimos históricos, perdendo 70% do valor desde outubro, centenas de pessoas saíram às ruas de várias cidades para manifestar a revolta com a degradação das condições de vida.

Em Beirute, a capital, queimaram-se pneus, peças de madeira e bloquearam-se estradas e autoestradas.

Depois de um encontro, esta sexta-feira, com o primeiro-ministro, Hassan Diab, e o chefe de Estado, Michel Aoun, o presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, anunciou, sem detalhar, medidas para fazer descer a taxa de câmbio da libra libanesa para menos de 4 mil libras por dólar.

"O valor do dólar em relação à libra libanesa será reduzido a partir de hoje, mas na realidade isso não se verificará antes de segunda-feira. Um dólar equivalerá a menos de 4 mil libras libanesas e cairá para 3 mil ou 3200 libras", disse Nabih Berri.

De acordo com vários meios de comunicação, a taxa de câmbio alcançou a seis mil libras por dólar esta sexta-feira.

A pandemia de Covid-19 interrompeu os protestos que agora estão mais intensos perante o agravamento da situação. O clima anterior de desempregos e cortes salariais mantém-se, atirando cada vez mais pessoas para a pobreza.

"Um dólar equivale agora a sete libras libanesas. Como é que as pessoas vão viver? Algumas pessoas estão a receber um quarto dos salários ou metade. As escolas e os hospitais pedem dinheiro. Mas ninguém tem dinheiro? O que é que devemos fazer?", questiona Bassam Zanat, um trabalhador.

No terreno, teme-se o futuro incerto, até porque muitos manifestantes dizem que o clima lembra o período que antecedeu a guerra civil (1975-1990) no Líbano, em 1975. A tensão continua a aumentar.