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Temperaturas altas na Sibéria batem novo recorde

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De  Ricardo Figueira
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Temperaturas altas na Sibéria batem novo recorde
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Verhoyansk, no extremo norte da Sibéria, para lá do Círculo Polar Ártico, está consagrada no livro dos recordes do Guinness como a cidade com maior amplitude térmica em todo o mundo.

O recorde de frio é de 68 graus celsius negativos, enquanto o recorde de calor era de 37 graus. Era, porque esse número foi batido no sábado. A temperatura mais alta alguma vez registada é agora de 38 graus.

A região vive uma onda de calor pouco habitual. As temperaturas mantêm-se há vários dias bastante acima dos 30 graus. Uma tendência que se estende a toda a Sibéria, o que tem causado uma vaga de incêndios.

Roman Vilfand, diretor do Centro Meteorológico da Rússia, explica: "Sempre que há um anticiclone, o céu fica limpo e como estamos na altura do solstício o sol não se põe, por isso o solo está sempre a ser aquecido, o que causou este efeito".

Mesmo se é uma anomalia, causada pelo anticiclone mas a que o aquecimento global não é estranho, os habitantes de Verhoyansk podem este ano nadar nos rios, o que não acontece sempre. E aproveitar, até porque o inverno vai ser frio.