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Palestinianos e colonos israelitas rejeitam acordo de paz anunciado

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Palestinianos e colonos israelitas rejeitam acordo de paz anunciado
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Palestinianos e colonos israelitas repudiam, de forma crítica, o acordo de paz, que Donald Trump descreveu como "histórico", entre Israel e os Emirados Árabes Unidos. Se os primeiros insistem que colide com as alegações de ocupação ilegal de territórios palestinianos, os segundos consideram-se abandonados pelo primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

"A liderança palestiniana comunica a forte rejeição e condenação da declaração surpresa tripartida entre os EUA, Israel e os Emirados Árabes Unidos sobre uma normalização completa das relações entre o estado ocupante, Israel, e os Emirados Árabes Unidos, em troca de uma alegada suspensão temporária do plano para anexar territórios palestinianos e estender a soberania israelita sobre os mesmos", sublinhou, durante uma declaração televisiva, Nabil Abu Rudeineh, porta-voz do presidente palestiniano.

Yossi Dagan, chefe do conselho regional de Samaria, acrescentou: "Se Benjamin Netanyahu vende a soberania a troco de um pedaço de papel de um país que nunca ameaçou Israel, e que está distante, trata-se de uma fraude. Este não é o acordo do século. É a fraude do século."

O presidente do Egito, um dos dois países árabes com relações diplomáticas com Israel, saudou, através das redes sociais o acordo. No Twitter, sublinhou que acompanhou com "interesse" os esforços tripartidos para parar a anexação de territórios palestinianos por parte de Israel.

Dos Emirados Árabes Unidos também chegou uma mensagem de satisfação pela voz de Anwar Gargash, ministro de Estado dos Negócios Estrangeiros dos EAU: "Podemos ver que a nossa iniciativa não é sobre a resolução do conflito israelo-palestiniano. Isso diz apenas respeito aos israelitas e aos palestinianos. Tentámos contribuir para desarmar uma bomba-relógio que ameaçava a situação de dois Estados. Esta bomba-relógio foi a anexação, por parte de Israel, de territórios palestinianos, da forma como foi prometida na campanha eleitoral de Benjamin Netanyahu e Benny Gantz."

Israel abdicou da anexação parcial da Cisjordânia, onde tem instalado colonatos à revelia dos acordos internacionais, mas o assunto ainda promete fazer correr muita tinta até porque Benjamin Netanyahu referiu que as cedências na Cisjordânia são um adiamento e não permanentes.

Com a normalização das relações retomam-se as trocas comerciais e a via diplomática. Os muçulmanos passam a poder visitar a mesquita Al Aqsa em Jerusalém, até porque passam a realizar-se voos diretos entre Abu Dhabi e Israel.