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Apoio da UE aos desempregados chega a 16 países

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Apoio da UE aos desempregados chega a 16 países
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Como em muitas outras cidades da União Europeia, em Bruxelas formam-se longas filas de pessoas que precisam de subsídio de desemprego ou que pedem outros apoios criados, recentemente, pelo Estado para fazer face à quebra da atividade económica derivada da pandemia. Mas os montantes são por vezes muito baixos, disse Anna Garcia, uma beneficiária entrevista pela euronews.

"No meu caso, dá apenas para pagar a renda da minha casa. Para comprar comida tento de arranjar alguns trabalhos à parte. Não sei quando toda esta situação vai terminar, é muito duro", referiu esta empregada doméstica que deixou de ter casas para fazer as limpezas e recebe um subsídio de desemprego de curta duração.

A Bélgica, mas também Portugal e outros 14 Estados-membros, vão receber empréstimos via o programa de crédito SURE, criado pela Comissão Europeia.

Trata-se de uma "almofada" de 100 mil milhões de euros para apoiar a primeira vaga de desemprego de curta duração e os sindicatos estão satisfeitos com esta tradução da promessa em atos, seis meses depois do início do confinamento.

"Por fim, a Comissão Europeia conseguiu aprovar a transferência de dinheiro para alguns Estados-membros, entre aqueles que submeteram pedidos para receberem verba do programa SURE. Sabemos que até ao momento foram mobilizados 81 mil milhões de euros. Ainda faltam 19 mil milhões de euros, que talvez possam ser usados para a prolongar as medidas. Há 16 países que vão beneficiar desse dinheiro, o que consideramos ser um resultado muito positivo no âmbito das medidas de emergência", disse Luca Visentini, secretário-geral da Confederação Europeia de Sindicatos.

Os cinco maiores beneficiários aprovados até agora são a Itália, Espanha, Polónia, Bélgica e Roménia.

Portugal aguarda resposta sobre o pedido de 5900 milhões de euros para cofinanciar programas de layoff simplificado e de retoma de atividade.

Fundo de recuperação só na primavera?

Depois das propostas receberem parecer positivo da Comissão, têm de ser aprovadas pelo Conselho Europeu e os sindicatos querem celeridade noutros pacotes de maior dimensão.

"Não estou certo de que o dinheiro que foi alocado até agora, 100 mil milhões de euros, seja suficiente para cobrir as despesas do próximo ano. O fundo de recuperação deverá entrar em vigor na primavera do próximo ano, pelo que haverá uma lacuna que é problemática. Outro problema é que, mesmo depois de implementado do plano de recuperação a nível nacional, vai demorar muito tempo a voltar aos níveis anteriores a esta crise em termos de criação de novo emprego", alerta Luca Visentini em entrevista à euronews.

As duas principais economias da zona euro, Alemanha e França, ainda não surgem na lista divulgada pela Comissão Europeia, nem são referidos como tendo submetido pedidos de acesso ao SURE.