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Festival de Veneza abre portas com mensagem de esperança

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Festival de Veneza abre portas com mensagem de esperança
Direitos de autor  Joel C Ryan/Joel C Ryan/Invision/AP
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Menos "glamour" e mais segurança, encontrar um ponto de equilíbrio entre as medidas anti-Covid-19 e manter a reputação e prestígio de um grande festival de cinema.

Os adeptos e admiradores de estrelas ficarão desapontados pois este ano não haverá fotografias lado a lado com estrelas e celebridades.

Atores e realizadores que conseguiram marcar presença mesmo apesar das restrições terão que usar máscara por todo o lado.

Mesmo assim, os organizadores recusaram-se a adiar o evento ou realizá-lo através da internet.

"Queremos enviar uma mensagem positiva, uma mensagem de otimismo e encorajamento. queremos mostrar solidariedade para com o mundo do cinema. Aos realizadores, produtores, todas as pessoas envolvidas. Mas também queremos lançar um sinal a todas salas de cinema. Temos que recomeçar o sistema. Não podemos ter outro confinamento prolongado ou viver isolados como nos últimos meses e temos que dar ao público uma sensação de segurança", afirmou o diretor do festival, Alberto Barbera.

A correspondente da euronews, Giorgia Orlandi, esteve na abertura do evento:

"Existe agora um muro que representa a luta contra a Covid-19 e as medidas de distanciamento social. É este muro a razão principal porque o público não pode disfrutar da experiência na totalidade. Os residentes locais repararam na diferença relativamente a anos anteriores", afirma.

A reação entre a comunidade local foi negativa. Há quem que no mínimo deveria ter sido possível ver os atores e celebridades

A experiência do confinamento tornou-se numa fonte de inspiração. O filme "Moléculas" de Andrea Segre estreia neste festival. É uma história sobre Veneza, a cidade que se tornou numa metáfora do sofrimento que a pandemia causou em Itália.

"Tentei investigar a questão do inevitável limite das nossas vidas. Foi isto que a pandemia nos forçou a perceber. Penso que consigo mostrar o saber estar dentro do inevitável. O saber estar dentro da fragilidade sem lutar contra isso", afirmou o realizador de "Moléculas", Andrea Segre.

O sentido da edição deste ano do festival tem a ver com a decisão dos organizadores de seguirem em frente e lançarem uma mensagem de esperança para uma indústria que atravessa um período difícil.