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Desemprego não pára de aumentar na UE

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Desemprego na UE atinge os 7,4%
Desemprego na UE atinge os 7,4%   -   Direitos de autor  JEAN-FRANCOIS MONIER/AFP or licensors
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São os números que vão traduzindo as aguardadas consequências: em agosto, o desemprego voltou a subir na União Europeia e isto pelo quinto mês consecutivo. A taxa atingiu os 7,4%, o que corresponde a mais de 15,6 milhões de pessoas sem trabalho.

Mais concretamente, o bloco europeu registou mais 238 mil desempregados em relação a julho, a que se juntam mais 13 mil se as contas incidirem sobre a zona euro. Quando o Eurostat se debruça sobre os que têm menos de 25 anos, aí o salto fica nos 64 mil.

Portugal apresenta o mesmo balanço global da zona euro, situando-se o desemprego nos 8,1%. Num país que viveu o boom turístico que se conhece, há cada vez mais histórias como a de Mary Lopes, empregada de mesa em Lisboa.

"O gerente foi ter connosco e disse-nos que o restaurante ia fechar por conta da pandemia. Umas semanas depois, mandou-nos uma mensagem a dizer que não podia estar presente, que se encontrava doente, que não tinha como nos pagar. Nem os últimos 15 dias que trabalhámos, nem os meses que nos íamos ficar em casa", diz-nos Mary, de 21 anos.

As mulheres foram mais afetadas do que os homens, 7,6% contra 7,1%, respetivamente. Anabela Santos é mãe solteira e também perdeu o trabalho como ajudante de cozinha.

"Comecei a receber do fundo de desemprego. Já comecei a pagar as minhas contas, que estão atrasadas há mais de 5 meses. E não consegui emprego até agora", conta-nos.

E enquanto se vão implementando mais restrições sanitárias, todas as previsões dão como evidente o agravamento progressivo dos números do desemprego.