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China absorve produtos de luxo

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A hora não é dourada para a industria dos relógios suíços. A exportação destes produtos registou o oitavo mês de recuo homólogo em setembro mas a queda está a ser amparada pela crescente venda de relógios de luxo na resiliente economia chinesa. Houve um aumento de 80% nas vendas para a China.

Em entrevista à Euronews, o CEO da Breitling, Georges Kern, explicou que "os consumidores chineses representam cerca de 50 % do consumo na indústria de produtos de luxo. Os clientes chineses já não viajam mais e não penso que isso vá acontecer nos próximos 6 a 12 meses. Por isso, trata-se muito sobre reconquistar os consumidores locais, os consumidores franceses em França, os ingleses em Inglaterra, os norte-americanos nos Estados Unidos e claro os Chineses na China. Mas os clientes chineses estão a comprar na China. Antes da pandemia, por um relógio vendido na China, nós vendíamos quatro relógios aos turistas chineses fora da China".

O mercado de luxo atrai consumidores globais. 20 a 30 por cento das receitas da indústria são geradas por pessoas que compram fora dos países onde vivem

De acordo com a consultora Bain & Company, estima-se que até 2025, os chineses representem 46 por cento de todas as compras de produtos de luxo pessoais, mais do que norte-americanos, europeus, japoneses e consumidores do sudoeste asiático em conjunto.