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A rota destruidora do furacão "Iota" pelas Caraíbas

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Praia de Bilwi, na Nicarágua, na rota caribenha do furacão "Iota"
Praia de Bilwi, na Nicarágua, na rota caribenha do furacão "Iota"   -   Direitos de autor  STR / AFP
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O furacão "Iota" passou pela ilha colombiana de San Andrés, onde deixou pelo menos um morto e muitos danos, e entrou na Nicarágua com categoria 5, a mais grave da escala, pelas 23 horas locais (05h, em Lisboa).

A passagem do "Iota" acontece cerca de duas semanas depois do "Eta", de categoria 4, ter passado também pela região de Puerto Cabezas, onde se situa a pequena localidade de Bilwi, onde Adán Artola Schultz registou o vídeo de uma habitação a perder o telhado, levado pelo vento.

Adán Artola Schulz sublinha que a região já tinha sido destruída pelo “Eta” e agora diz estar a ser ‘redestruída’.

"É uma dupla destruição”, reforça este nicaraguense, contando estar a assistir ao quinto furacão, considerando este "Iota" o "mais forte e destrutivo de todos" os que alguma vez viu.

Schulz salienta que há inclusive "animais selvagens como veados e aves a procurar abrigo na cidade".

Nicarágua preparou-se

Nas horas que antecederam a chegada do “Iota” e ainda com a experiência do “Eta” bem fresca na memória, cerca de meio milhar de famílias procuraram abrigo enquanto a tempestade ainda cruzava o mar das Caraíbas, provocando muitos danos na cidade de Providencia, na ilha colombiana de San Andrés, habitada por cerca de 6 mil pessoas.

A caminho de Providencia está já uma embarcação da Armada Colombiana, com ajuda humanitária a bordo para minimizar os impactos sociais e materiais da passagem do furacão, que terá danificado mais de 95% das infraestruturas, incluindo o hospital sem telhado e a ilha sem eletricidade.

O presidente da Colômbia disse tratar-se de "um acontecimento nunca antes visto no país".

"Em questão de horas, este fenómeno climático passou de tempestade tropical a furacão de categoria 5", sublinhou Ivan Duque, confirmando a morte de pelo menos uma pessoa e avultados danos com a passagem do “Iota” pela ilha de San Andrés.

As últimas informações do Centro de Vigilância de Furacões da bacia americana do Atlântico dão conta da diminuição de intensidade do "Iota" à medida que avança sobre o nordeste da Nicarágua, mas os alertas de "tempestade com risco de vida, ventos catastróficos, inundações repentinas e deslizamentos de terras" mantém-se para algumas partes da América Central.