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Donald Trump continua a resistir a Biden de taco de golfe na mão

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De  Francisco Marques com AP, AFP
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Presidente em exercício continua a jogar golfe, presidente eleito prepara transição
Presidente em exercício continua a jogar golfe, presidente eleito prepara transição   -   Direitos de autor  AP Photo/Manuel Balce Ceneta/ Alex Brandon
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Além do Twitter, Donald Trump tem-se mantido agarrado aos tacos de golfe, afastado dos holofotes, mas a resistir na contestação às Presidenciais, enquanto Joe Biden continua a preparar a entrada na Casa Branca e esta terça-feira anuncia os primeiros nomes da nova Administração dos Estados Unidos.

A agência Associated Press dá força à escolha de Antony Blinken para sucessor de Mike Pompe como futuro secretário de Estado americano, citando fontes próximas da equipa do presidente eleito.

Blinken foi secretário de Estado adjunto e conselheiro adjunto de segurança dos Estados Unidos, nos mandatos de Barack Obama.

Quanto a Trump, apesar de passar agora aparentemente mais tempo nos "greens" de golfe do que à secretária, o presidente em exercício nem por isso está inativo. Sobretudo a nível político e pelas redes sociais.

A equipa de campanha de Trump continua a lutar contra "moinhos de vento" pela reeleição e este domingo recorreu para a justiça a pedir a revisão da decisão de sábado de um juiz da Pensilvânia que arquivou a queixa para anular milhões de votos no estado que decidiu as Presidenciais.

Mesmo com algumas figuras Republicanas a apelar ao presidente para parar a contestação e conceder a derrota, Trump continua a resistir e, sobretudo através do advogado Rudy Giulianni, a tentar evitar a certificação dos votos prevista para esta segunda-feira na Pensilvânia, palco central de uma eleição americana em que Joe Biden já soma mais de seis milhões de votos que Trump e se aproxima dos 80 milhões, o maior resultado de sempre de um presidente dos EUA.

Braço de ferro na transição

De acordo com o chefe de gabinete Ron Klain, o presidente eleito anuncia esta terça-feira os primeiros nomes para a nova Administração, numa altura em que o executivo em exercício continua a implementar diversas medidas para, sublinha a Associated Press, tentar cimentar a política de "América Primeiro" de Trump e, em caso de saída, acorrentar o futuro da Casa Branca a essa linha.

Também a política externa se enquadra nestas medidas da Administração Trump, nomeadamente a derradeira digressão pela Europa e Médio Oriente do secretário de Estado em exercício, sobretudo a escala de Mike Pompeo em Israel e na Cisjordânia, onde se tornou no primeiro representante da Casa Branca a visitar um colonato judeu nos territórios ocupados.

Em Moscovo, Vladimir Putin revelou este fim de semana abertura para trabalhar com Joe Biden, mas também se recusa a felicita-lo enquanto os Republicanos não concederem a derrota ou os resultados não forem oficializados de forma legítima nos Estados Unidos.

Alheio, por enquanto, a esse reconhecimento russo, Joe Biden continua a trabalhar na preparação dos próximos quatro anos e, mais urgente, no processo de transição.

Este ano, a entrega das chaves da Casa Branca será certamente diferente do protocolo tradicional, não só pela postura do presidente cessante, mas também devido às restrições contra a pandemia, que tem nos Estados unidos o país mais afetado do mundo pelo SARS-CoV-2.