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Das FARC aos Jogos Paralímpicos

Juan José Flórian
Juan José Flórian Direitos de autor RAUL ARBOLEDA/AFP
Direitos de autor RAUL ARBOLEDA/AFP
De  Rodrigo Barbosa com AFP
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Nem a guerrilha, nem uma bomba pararam Juan José Flórian, que sonha com as medalhas em Tóquio

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O colombiano Juan José Florián é um atleta paralímpico com um percurso singular e profundamente marcado pela guerra contra a guerrilha das FARC no seu país.

Com menos de 15 anos, foi arrancado da família pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, tornando-se uma dos mais de 6000 crianças-soldado que integraram as fileiras da guerrilha marxista.

Escapou nove meses mais tarde e, com 18 anos, integrou o Exército colombiano.

Em julho de 2011 visitava a mãe, vítima da extorsão promovida pela guerrilha, quando uma bomba explodiu junto à casa desta.

Juan José Florián, atleta paralímpico:"Foi aqui que, com um artefacto explosivo, desapareceu metade do meu corpo, os meus braços, a minha perna direita e a visão do meu olho direito. Foi aqui que me destruíram, mas também foi onde voltei a nascer."

A natação foi a primeira via da reabilitação e onde conquistou as primeiras medalhas, mas entretanto o atleta passou para o ciclismo, usando uma bicicleta especialmente concebida por engenheiros da Força Aérea colombiana.

Hoje com 38 anos, Juan José é um dos 30 ciclistas mais jovens do mundo com classificação C1, que distingue os desportistas com maior incapacidade. O atleta está de olhos postos nas medalhas dos Jogos Paralímpicos de Tóquio em 2021.

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