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São Paulo quer começar vacinação em Janeiro

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De  Teresa Bizarro
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João Doria, governador do Estado de São Paulo, mostra um exemplar da CoronaVac
João Doria, governador do Estado de São Paulo, mostra um exemplar da CoronaVac   -   Direitos de autor  AP
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25 de janeiro. Está marcada a data para o início da distribuição no Brasil da vacina desenvolvida na China. Uma campanha que arranca em São Paulo, o estado mais populoso do Brasil e que se encontra em rota de colisão com o governo Federal em termos de políticas de saúde pública.

João Doria, o governador, liderou as negociações com a China, garantiu capacidade de produção da substância em território brasileiro e definiu o calendário. "A primeira fase, que começa a 25 de janeiro, dia da cidade de São Paulo, vai destinar-se aos profissionais de saúde e cidadãos com mais de 60 anos," afirmou.

Pouco depois da declaração de Doria, o presidente brasileiro veio anunciar que, após validação da Autoridade do Medicamento, as vacinas serão gratuitas. Sem uma palavra sobre a iniciativa de São Paulo, Bolsonaro garante que vai haver vacinas para todos.

São Paulo insiste que não espera pelo governo central. "Não estamos a virar costas ao plano nacional de imunização, mas precisamos ser mais ágeis," defende deixando a pergunta: "porquê começar em março, se podemos fazê-lo em janeiro?".

O pedido de aprovação da CoronaVac ainda não deu entrada na Anvisa, a agência brasileira de vigilância sanitária.

O governo federal assinou um acordo com a AstraZeneca para o fabrico local de mais de 100 milhões de doses da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, ainda em ensaios clínicos. Fez também reserva de 70 milhões de doses da substância da Pfizer.

O Brasil é o segundo país com mais mortes de Covid-19. São já mais de 177 mil.