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Parlamento Europeu aprova medidas para Brexit sem acordo

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De  Isabel Marques da Silva
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Parlamento Europeu aprova medidas para Brexit sem acordo
Direitos de autor  OLIVIER HOSLET/AFP
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O Parlamento Europeu aprovou, sexta-feira, medidas de contingência para evitar algumas perturbações derivadas da eventual falta de acordo comercial entre a União Europeia e o Reino Unido para o pós-Brexit, a 31 de dezembro.

A fluidez dos transportes rodoviários e aéreos é uma das áreas abrangidas, mas há também provisões sobre acesso a medicamentos, por exemplo. Ambas as partes parecem querer esticar a corda até ao limite.

"Chegou o momento da verdade, temos muito pouco tempo para trabalhar nas negociações se quisermos que este acordo entre em vigor a 1 de janeiro", disse Michel Barnier, negociador principal do Brexit pela União Europeia, na sessão plenária.

"No Reino Unido, temos feito muito para tentar ajudar. Esperamos que os nossos amigos da União Europeia tenham bom senso e venham para a mesa com algo de novo. É nesse ponto que estamos", argumentou, por seu lado, Boris Johnson, primeiro-ministro dos Reino Unido.

Impasse na pesca

Os direitos de pesca da União Europeia nas águas britânicas são o principal obstáculo. O governo de Londres compromete-se a negociar, anualmente, as quotas com os países do bloco, mas a União quer um acordo de longo prazo.

“Sem este acesso, seria o fim de muitas comunidades pesqueiras porque deixariam de poder fazer o seu trabalho. É muito importante que consigamos um acordo de longo prazo para dar segurança no planeamento aos nossos pescadores, porque está em causa muito investimento", explicou Christopher Hansen, eurodeputado luxemburguês de centro-direita.

Apesar de conhecerem a generalidade do texto do tratado, os eurodeputados pedem para que este seja entregue até 20 de dezembro, por forma a terem suficiente tempo para o analisar e ratificar.

"Estamos disponíveis para a maior flexibilidade possível, mas precisamos de tempo para fazer um exame minucioso", afirmou Bernd Lange, eurodeputado alemão do centro-esquerda.

A falta de acordo inviabilizará a ausência de quotas e de tarifas aduaneiras, com sérios impactos no preço, qualidade e rapidez das trocas comerciais entre as partes.