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Médicos ucranianos receiam nova vaga de infeções

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Médicos ucranianos receiam nova vaga de infeções
Direitos de autor  Evgeniy Maloletka/ Associated Press
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A Dra. Viktoria Mahnyché uma médica ucraniana que tem sob a sua alçada 2030 pacientes em três vilas situadas nas montanhas dos Cárpatos na Ucrânia.

A tradicional pausa natalícia levou muitos ucranianos a frequentarem restaurantes e eventos sociais.

A médica receia uma vaga de infeções em breve.

"A primeira que visitámos um paciente para administrar um teste PCR estávamos vestidos com fatos protetores. Os vizinhos quase nos bateram porque estavam com medo", afirma a doutora após uma visita domiciliária a um dos seus pacientes.

Entre a população reina o descontentamento, muitos ignoram as medidas de segurança.

Um dos principais problemas foram as cerimónias religiosas durante o período natalício onde a utilização de máscaras e o distanciamento social foram colocados de lado.

As autoridades de pelo menos duas cidades recusam-se mesmo a adotarem as restrições.

Na localidade de Iltsi, a tradição vem primeiro do que a segurança.

"Deus salva-nos de tudo na sua casa. Também ele nos salvará deste vírus. As pessoas não devem usar máscaras próximo do templo. Pedimos a bênção de Deus", afirmou Paraska, uma residente local.

A Ucrânia conta pelo menos com um milhão e cem mil infeções confirmadas e quase 20 mil mortes.

Na sexta-feira, o governo declarou o confinamento em todo o país até ao dia 25 de janeiro.