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Processos europeus de vacinação contra a Covid-19 criticados

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Processos europeus de vacinação contra a Covid-19 criticados
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França, Espanha, Alemanha e outros países europeus foram apanhados na controvérsia sobre o lento progresso da vacinação contra a covid-19.

Depois de o Governo francês ter sido criticado pela morosidade do processo de vacinação no país, o Ministro gaulês da Saúde, Olivier Veran, afirmou que "vários milhares" de pessoas serão vacinadas contra o novo coronavírus, nos próximos dias.

Um porta-voz do Executivo de Angela Merkel afirmou que é "inteiramente compreensível" que as pessoas estejam impacientes com o que tem sido visto como um início lento do programa de vacinação no país. No entanto, fez saber que o Governo mantém a decisão de deixar a União Europeia adquirir as vacinas em nome de todos os países-membros.

"A impaciência e as muitas perguntas que as pessoas fazem são inteiramente compreensíveis, algumas coisas podem e vão melhorar. Nesse espírito, o Gabinete Coronavírus reuniu-se e reunir-se-á, novamente, esta terça-feira, quando os chefes dos estados alemães se reunirem", assegurou Steffen Seibert.

O Reino Unido é o primeiro país do mundo a aprovar e a administrar a vacina Oxford/AstraZeneca. Numa decisão arriscada, o país está a administrar às pessoas uma primeira dose, de uma das vacinas, e a adiar a tomada da segunda dose para 12 semanas depois, em vez do intervalo de três ou quatro semanas previstas ensaios. Os funcionários do Serviço Nacional de Saúde foram autorizados, em algumas circunstâncias, a misturar e combinar as vacinas.

Uma ação que é olhada com ceticismo nos Estados Unidos da América.

Para o imunologista Luke O'Neill, "Isso é controverso pois nos Estados Unidos está a ser dito para não o fazer, por exemplo, com a vacina Pfizer... Para seguir o protocolo que foi estabelecido nos ensaios. Mas o Reino Unido está a arriscar-se um pouco. O atraso provavelmente funcionou bem. É uma vacina muito boa a da AstraZeneca. Pode até ser bem-sucedido, mas não será um protocolo padrão".

A Comissão Europeia defendeu a sua estratégia de vacinação contra o novo coronavírus, face às crescentes críticas nos estados membros sobre a lenta implementação das vacinas COVID-19 em todo o bloco, com mas de 450 milhões de habitantes.

Bruxelas estabeleceu seis contratos de vacinas com a Moderna, a AstraZeneca, a Sanofi-GSK, a Janssen Pharmaceutica NV, a Pfizer-BioNTech e a CureVac. No entanto, até agora, apenas a vacina da Pfizer-BioNTech foi aprovada.

A Agência Europeia de Medicamentos anunciou que irá pronunciar-se sobre a vacina da farmacêutica norte-americana Moderna depois de mais consultas, que deverão decorrer ainda esta semana.