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2020 bate recordes de temperatura

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De  Euronews
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Incêndios perto de San Francisco, em setembro de 2020
Incêndios perto de San Francisco, em setembro de 2020   -   Direitos de autor  Eric Risberg/Copyright 2020 The Associated Press. All rights reserved
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Os devastadores incêndios na Austrália foram um dos capítulos mais negros num ano que bateu recordes de temperatura. Na verdade, 2020 foi o ano mais quente desde que há registos, com apenas 2016 e 2019 a apresentarem valores da mesma ordem.

Segundo o diretor do Goddard Institute da NASA, as ondas de calor, os incêndios, a situação no Ártico "são uma síntese de tudo a que temos assistido". Gavin Schmidt não hesita em dizer que os especialistas "já esperavam que as temperaturas se tornassem mais quentes e foi o que aconteceu".

A partir dos anos 80, cada década vê os termómetros subirem cada vez mais. A região onde isso é mais notório é o norte da Ásia, sobretudo o Ártico siberiano, onde o avanço foi de mais de 5 graus em relação à média entre 1981 e 2010. Nos últimos cinco anos a exceção tornou-se constante.

Russ Vose, responsável da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, salienta que "os últimos seis, sete anos destacam-se claramente" e "ilustram a aceleração da subida da temperatura global".

O entusiasmo que se sucedeu ao Acordo de Paris foi arrefecendo face aos resultados obtidos. A pandemia deslocou as prioridades e a luta contra as alterações climáticas parece ter deixado de figurar no topo da agenda global.

E, no entanto, 2021 começou com Madrid transformada numa cidade nórdica, debaixo de um espesso manto de neve, numa espécie de antevisão dos fenómenos meteorológicos que vêm aí.