A NASA não revelou qual foi o astronauta que adoeceu nem a gravidade da sua condição, mas, por esse motivo, a tripulação de quatro pessoas terá de regressar a casa.
Um mês antes da data prevista, a missão espacial Crew-11 regressou à Terra, dando início à primeira evacuação médica da história da Estação Espacial Internacional, que está em órbita há quase 30 anos, desde 1998.
A missão, composta por dois astronautas dos EUA, um do Japão e outro da Rússia - Mike Fincke, Zena Cardman, Kimiya Yui e Oleg Platonov, respetivamente - termina assim prematuramente. A aterragem deverá ocorrer na madrugada de quinta-feira, hora local, ao largo da costa da Califórnia.
A razão exata do regresso não é conhecida, assim como não se sabe qual dos membros da tripulação foi afetado pelo problema de saúde. A NASA apenas informou que a situação da pessoa em questão é considerada estável.
Os astronautas chegaram à Estação Especial Internacional a 1 de agosto para realizar trabalho de investigação durante seis meses e meio, pelo que apenas deveriam regressar em meados de fevereiro.
A caminhada espacial da semana passada teve de ser cancelada no último minuto. Horas depois, a NASA revelou que um membro da tripulação tinha adoecido.
A estação espacial, que orbita a 400 quilómetros de altitude, tem uma vasta reserva de medicamentos e equipamentos médicos, mas não tem médicos a bordo, pelo que não é possível dar resposta a casos graves, já que os astronautas também não têm formação especializada a esse nível.
A bordo deste laboratório orbital permanecem outros três astronautas, um da NASA e dois de nacionalidade russa, que são esperados em terra no verão. São eles, respetivamente, Chris Williams, Sergei Mikaev e Sergei Kud-Sverchkov.