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Estirpe brasileira tem "maior potencial de transmissão"

Familiar de vítima no hospital 28 de agosto, em Manaus
Familiar de vítima no hospital 28 de agosto, em Manaus Direitos de autor Edmar Barros/Copyright 2021 The Associated Press. All rights reserved
Direitos de autor Edmar Barros/Copyright 2021 The Associated Press. All rights reserved
De  Euronews
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Explosão de casos em Manaus pode estar ligada à mutação do coronavírus. Estirpe brasileira terá maior risco de contágio.

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As autoridades de Manaus, a capital do Estado brasileiro do Amazonas, começaram a instalar câmaras frigoríficas em cemitérios locais para conservar corpos de vítimas de Covid-19, numa altura em que a região assiste a uma explosão de casos. 

Perto de 4 mil novas infeções por dia, um recorde, instalaram o caos e alguns especialistas associam o aumento à nova estirpe brasileira, que tem origem precisamente no Amazonas. E tudo indica que será muito mais contagiosa.

"Existe essa possibilidade, eu não posso garantir que já esteja ocorrendo mas existe, por conta das mutações que ela apresentou na posição 484 e na posição 501. São mutações que já foram associadas com esse maior potencial de transmissão, então muito provavelmente sim", declara Felipe Naveca, investigador da Fiocruz Amazónia, que identificou a variante pela primeira vez.

Não se sabe ainda se traz mais riscos ou se pode resistir à vacina. O que é factual é que em Manaus vive-se a saturação das unidades de saúde. A falta de abastecimento de oxigénio tornou-se crítica.

São mutações que já foram associadas com um maior potencial de transmissão.
Felipe Naveca
Investigador da Fiocruz Amazónia

"A minha avó, com 84 anos, não resistiu. Ela precisava de 15 litros por minuto [de oxigénio]. Não tinha suficiente", contava Mayline da Mata, à porta de um hospital.

Marcellus José Barroso Campêlo, secretário da Saúde do Estado do Amazonas, desabafa: "Nós estamos batendo recordes em cima de recordes de internações".

Os protestos de familiares à porta dos hospitais têm-se sucedido. De acordo com a Folha de São Paulo, o governador estadual pretende parar a transferência de pacientes para outras unidades para travar a disseminação da nova estirpe.

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