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Nova esperança de paz para a Líbia

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De  Teresa Bizarro com Agências
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Nova esperança de paz para a Líbia
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Está escolhido o governo interino que vai liderar a Líbia até às eleições de dezembro. Representantes das três fações líbias escolheram esta sexta-feira Abdul Hamid Mohamed Dbeibah como primeiro-ministro. Mohammad Younes Menfi foi eleito presidente do Conselho Presidencial. Uma notícia festejada nas ruas de Tripoli.

A definição do governo interino surge no âmbito do diálogo promovido pelas Nações Unidas. 75 delegados das três grandes fações líbias estiveram reunidos na Suíça. A lista vencedora conseguiu 39 votos.

Stephanie Williams, emissária da ONU para a Líbia, acompanhou o processo e fala de um "momento histórico", mas avisa que o trablho não termina aqui. Para as Nações Unidas, o Governo interino deve apoiar totalmente o cessar-fogo, assegurar condições para as eleições a 24 de dezembro, lançando, paralelamente, "um processo abrangente de reconciliação nacional".

Em Nova Iorque, o secretário-geral da ONU, saudou a escolha, como "uma boa notícia na procura da paz" e espera agora que que a situação na Líbia evolua "numa boa direção"~.

Opinião partilhada pelo presidente francês. Emmanuel Macron espera que seja possível agora "produzir resultados" concretos no terreno e resolver a soituação na Líbia. Macron quer que se possa "acabar com as tropas turcas na Líbia" e "expulsar os milhares de jihadistas vindos da Síria através da própria Turquia".

A resposta do presidente turco não se fez esperar. Recep Tayyip Erdogan acusa Macron de "não ter aprendido o seu trabalho", ao advogar a retirada das tropas turcas. Erdogan diz que a Turquia "não está no terreno por prazer" e aponta o dedo aos militares de outros países, como o Chade ou o Mali, que também estão na Líbia.

A Líbia vive em guerra civil desde a queda do regime de Muammar Kadhafi, em 2011. O país está dividido entre dois grandes blocos, apoiados por várias milícias. Opositores que se reuniram pela primeira vez em outubro passada sob os auspícios da ONU e aceitaram marcar eleições gerais para dezembro deste ano.