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A redução da pegada ecológica dos sistemas de aquecimento

De  Claudio Rosmino
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A redução da pegada ecológica dos sistemas de aquecimento
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Uma pequena aldeia francesa com menos de mil habitantes tornou-se numa referência ao nível da transição energética. Venizy, na Borgonha, situada numa região densamente arborizada, substituiu os sistemas de aquecimento a gasóleo pela combustão de madeira lascada.

A nova caldeira permite baixar os custos do aquecimento em mais de 50% e reduzir em 63 toneladas as emissões anuais de CO2.

“É um mundo antigo que foi modernizado. Antes, usávamos madeira para nos aquecermos mas hoje fazêmo-lo com tecnologia muito avançada. É um tipo de energia diferente com base numa instalação existente. A mudança de energia, do gasóleo para a madeira, permite uma real economia operacional, mesmo tendo em conta os custos de investimento", explicou à euronews, Sylvain Quoirin, presidente da junta de freguesia da aldeia.

O financiamento da Política de Coesão da UE

A transição tecnológica para uma fonte de energia mais limpa e renovável custou cerca de 277 mil euros. Parte do montante foi financiado pela política de coesão da União Europeia.

A madeira lascada usada para alimentar o sistema de caldeiras provém de 800 hectares da floresta local. São principalmente moitas, resíduos, árvores mortas ou árvores que foram cortadas por razões de segurança.

“As necessidades do nosso município em madeira lascada rondam as 80 toneladas por ano. A madeira é cortada no inverno, e de maio a junho, é esmagada e armazenada, para que possa secar. Fica cerca de três ou quatro meses a secar, e depois podemos usá-la diretamente na caldeira", explicou Thierry Bruggeman, gestor florestal em Venizy.

Uma nova economia circular

Para garantir o melhor desempenho energético, a madeira é transformada em pequenos pedaços homogéneos.

A economia local tira partido do novo sistema de aquecimento já que a madeira é transformada por empresas locais. Graças ao novo sistema, foi possível reduzir a pegada ecológica dos habitantes e implementar uma forma de economia circular.

“Os resíduos produzidos pelas caldeiras, as cinzas, vão ser incorporadas no composto. O que é retirado da natureza volta para a natureza”, afirmou Jean-Pierre Gallois, gestor de obras públicas de Venizy.

O novo sistema permite aquecer a junta de freguesia, um prédio de habitação social onde há duas escolas e um centro cultural situado na periferia da aldeia.