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Rússia e China condenam ataque dos EUA na Síria

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De  Teresa Bizarro com Agências
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Joe Biden, presidente dos EUA
Joe Biden, presidente dos EUA   -   Direitos de autor  Evan Vucci/AP
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Joe Biden ordenou a primeira intervenção militar externa dos Estados Unidos e as reações não se fizeram esperar. O presidente norte-americano deu luz verde para um bombardeamento na Síria. Uma intervenção que um observatório independente de Direitos Humanos diz que fez 22 mortos. Vítimas não reconhecidas oficialmente. Fontes militares no terreno dizem que o ataque atingiu uma zona desabitada, perto de uma posição das milicias apoiadas pelo Irão que operam em Abu Kamal, junto à fronteira com o Iraque.

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Abu Kamal é território de milícias pró-iranianasEuronews

Os Estados Unidos já vieram a dizer que esta foi a resposta aos ataques de Irbil, no Iraque, a 15 de fevereiro, que fizeram um morto e vários feridos. Lloyd Austin, o secretário da Defesa dos EUA diz estar confiante na fiabilidade da informação que recebera. "Estamos confiantes no alvo que perseguimos. Sabemos onde atingimos. Estamos confiantes de que o alvo estava a ser utilizado pela mesma milícia xiita que conduziu os ataques contra americanos no Iraque," afirmou.

A decisão de Biden atacar a Síria é vista pelos analistas como um sinal de que os Estados Unidos não vão aliviar a presença militar no Médio Oriente. É também essa a leitura do ministro russo dos Negócios Estrangeiros.

Ao lado do chefe da diplomacia do Afeganistão - outro país onde os Estados Unidos têm ainda uma forte presença militar -, Serguei Lavrov revelou que Moscovo foi informada do ataque na Síria em cima da hora. Diz que Washington insiste nas técnicas separatistas e de destruição e garante que vai questionar as intenções norte-americanas.

"Temos recebido recentemente informações diferentes de várias fontes e embora ainda não a possamos confirmar, queremos perguntar directamente aos americanos se se preparam para decidir nunca deixar a Síria, mesmo ao ponto de destruir este país," disse Lavrov. A Rússia já tinha condenado oficialmente o ataque.

Sem citar os Estados Unidos, a China apelou para que se respeite a soberania da Síria e que se evite agravar a "já complexa situação no país".

Ao atacar a Síria, Biden junta-se à galeria de presidentes norte-americanos - todos desde Ronald Reagan - que ordenaram um bombardeamento a países do Médio Oriente.