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Vacinas russa e chinesa fora de certificado da UE sobre Covid-19

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Vacinas russa e chinesa fora de certificado da UE sobre Covid-19
Direitos de autor  Boris Roessler/DPA via AP
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O futuro certificado de saúde sobre Covid-19 para usar nas viagens na União Europeia será válido apenas se os cidadãos tiverem recebido vacinas aprovadas pela Agência Europeia dos Medicamentos. O certificado vai atestar se a pessoa foi vacinada, se recuperou da doença ou se fez testes de despistagem.

A euronews apurou junto de fontes da União Europeia que os cidadãos comunitários que receberam vacinas russas ou chinesas ficarão excluídos deste mecanismo, o que poderá afetar centenas de milhares de pessoas.

"Na quinta-feira, dois comissários europeus falaram sobre o assunto no Parlamento Europeu, numa reunião à porta fechada. De acordo com informações que obtivemos, os comissários disseram que as vacinas que não tiverem autorização da Agência Europeia dos Medicamentos não serão incluídas no certificado, já que não estarão cobertas por cláusulas de responsabilidade e de controle de qualidade da União Europeia", explica Sandor Sziros, um dos correspondentes da euronews em Bruxelas.

Até agora, a Hungria é o único Estado-membro da União Europeia que está a usar as vacinas russa Sputnik V e chinesa Sinopharm, depois do órgão nacional de avaliação as ter ter autorizado .

É responsabilidade do governo húngaro resolver esta situação. Se criaram esta armadilha, agora vão ter de resolver os problemas que daí surgirem.
István Ujhelyi
Eurodeputado, centro-esquerda, Hungria

Os políticos ligados à oposição criticam o governo do primeiro-ministro Viktor Orbán.

"Como eurodeputado húngaro, considero que não devemos excluir desse sistema europeu as pessoas que receberam vacinas não autorizadas pela União Europeia", disse István Ujhelyi, da bancada do centro-esquerda.

"Mas é responsabilidade do governo húngaro resolver esta situação. Se criaram esta armadilha, agora vão ter de resolver os problemas que daí surgirem", acrescentou o eurodeputado húngaro.

A Comissão Europeia apresentará a proposta para este certificado a 17 de março, sendo depois necessários cerca de três meses para a implementação técnica.