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Uma nova ferramenta para tirar partido dos talentos de uma empresa

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Um dos desafios para as empresas é tirar partido dos talentos internos. Uma nova aplicação permite identificar as competências dos trabalhadores em função de cada projeto. A euronews entrevistou o fundador e presidente da ProFinda, Roger Gorman.

euronews: "Qual é o objetivo desta nova tecnologia?"

Roger Gorman: "Para qualquer organização, há dois aspetos essenciais: conhecer as competências das pessoas e o trabalho que está a ser feito. Para otimizar essa relação, é preciso ter uma visão conjunta dois dois processos e aproximá-los".

A ferramenta pode adivinhar de forma inteligente a probabilidade de a pessoa ter certas competências
Roger Gorman
presidente da ProFinda

Uma nova ferramenta de Recursos Humanos

euronews: Qual é a utilidade da aplicação para uma grande empresa com uma força de trabalho numerosa, a nível global?

Roger Gorman: “Quando se tem mais de 100 mil funcionários, perde-se mais de mil milhões de dólares por ano, em tempo gasto à procura das pessoas que possuem as competências adequadas para cada projeto. O problema é que cada perfil está espalhado em vários ficheiros. O nosso objetivo é ajudar as empresas a encontrar rapidamente os melhores talentos, em vez de levar quatro semanas para tentar encontrar pessoas usando apenas a sua própria rede de contatos e em função preconceitos inconscientes. A nossa ferramenta permite identificar a equipa de trabalho ideal em segundos.

euronews: "Qual é o benefício para os trabalhadores?"

Roger Gorman: “Atualmente, as empresas 'sobrevivem' usando sistemas de recursos humanos concebidos supostamente para conhecer as pessoas, mas que não as conhecem. A nossa ferramenta permite compreender o que os empregados querem e o que podem atingir. Temos uma tecnologia de pathing, que permite às pessoas fazerem parte deste caminho”.

euronews: “Já conseguiram contratos com três dos quatro maiores grupos de auditoria. Como convence as empresas de que as pessoas não têm de estar na mesma sala para trabalhar?

Roger Gorman: "É uma das poucas coisas positivas da pandemia. Na verdade, a qualidade de uma equipa não é uma questão de proximidade. Nunca foi. Nunca deveria ter sido, mas porque estávamos ao pé uns dos outros, antes, as coisas funcionavam assim. O mais importante numa equipa é o projeto e possuir competências relevantes".

Os dados permitem elaborar perfis

euronews: Uma das funções que propõe passa pelo correio eletrónico?

Roger Gorman: “Quando escreve um e-mail, normalmente está a evocar um problema. Por exemplo, ‘preciso de ajuda para fazer tal coisa ou procuro alguém que sabe tal coisa’. Normalmente um e-mail circula entre as 15 ou 20 pessoas mais importantes da direção da empresa. O nosso widget à direita analisa a linguagem natural em tempo real e faz uma mapa com as competencências de toda a rede de contactos do utilizador, a equipa interna, os ex-alunos, as empresas contratadas, e fá-lo praticamente em tempo real. A nossa tecnologia baseia-se em dados que permitem representar o perfil de cada pessoa. Isso permite compreender o perfil ajuda o gestor do projeto a elaborar hipóteses. Por exemplo, no caso de um especialista em criptomoeda, chamado Nigel que viveu em Paris 25 anos, a tecnologia pode prever que ele provavelmente fala francês. A ferramenta pode adivinhar de forma inteligente a probabilidade de a pessoa ter certas competências”.

euronews: "Para quem trabalha numa área especializada, medicina ou tecnologia, essas ferramentas podem ser úteis para usar a 'mente coletiva'?"

Roger Gorman: “Vejamos, por exemplo o caso de um evento de oncologia na Suécia. Temos 43 mil pessoas, os maiores especialistas que procuram a cura para o cancro e que fazem investigação. Durante uma semana, os participantes andam de um lado para o outro e talvez tenham a sorte de cruzar uma pessoa que trabalha num projeto similar e com quem possa colaborar. Isto não é inovação e não é deste modo que vamos curar o cancro. O nosso sistema permite criar aqueles momentos incríveis em que, de repente, o especialista certo está a trabalhar e a conversar com as pessoas certas na hora certa. E é assim que algo poderoso pode emergir”.

Indústria automóvel vira-se para carros elétricos e hidrogénio

Com o reforço das medidas de combate à poluição algumas empresas do setor automóvel investem na construção de carros elétricos. No ano passado venderam-se cerca de dois milhões e meio de veículos elétricos a nível mundial. Este ano, o setor espera um aumento das vendas de 70%, de acordo com as estimativas do IHS Markit. Atualmente, os carros elétricos representam 3% do mercado global.A construtora norte-americana General Motors pretende colocar no mercado trinta novos modelos de carros elétricos até 2035.

A Jaguar anunciou recentemente que a partir de 2025 vai produzir apenas veículos elétricos. O primeiro modelo totalmente elétrico deverá estar à venda em 2024. A empresa britânica anunciou que vai investir 2,9 mil milhões de euros por ano no novo plano de negócios e afirma também que quer produzir carros movidos a hidrogénio. "A tecnologia das células de combustível é uma etapa complementar lógica. Para nos prepararmos para a adoção desta fonte de energia, vamos começar a testar protótipo de combustíveis este ano nas estradas do Reino Unido", disse Thierry Bolloré, presidente da Jaguar Land Rover.

Em 2030, os carros novos vendidos na Europa terão de respeitar o limite de emissões de 59 gramas de dióxido de carbono por quilómetro. Em 2018, os carros emitiram em média 120 gramas de CO2 por kilómetro.

A crise das estações de esqui europeias

A indústria do esqui atravessa uma crise profunda devido à pandemia.Em Itália, as estações de esqui não puderam abrir as pistas devido às medidas governamentais de contenção da pandemia. Na região italiana da Lombardia, o número diário de esquiadores tinha sido limitado a 30% da capacidade habitual. Mas, recentemente, as autoridades reforçaram as limitações à prática do esqui nas estações devido à rápida propagação da variante britânica do novo coronavírus. Medidas que se aplicam igualmente em França e na Alemanha.

“Esperávamos faturar entre 600 a 700 mil euros com o serviço pós-venda e com a venda de roldanas, de peças de borracha que se desgastam e são utilizadas em teleféricos, mas, foi tudo cancelado”, afirmou Gilles Kraan, presidente da G.M.M.

O grupo Rossignol estima que houve uma quebra de 40% das vendas no ano passado e que para o ano, o impacto financeiro da crise gerada pela pandemia será maior. "Estimamos que na próxima época as perdas não serão apenas de 40%, mas de pelo menos 70%. O pior está para vir", afirmou Bruno Cercley, presidente do Grupo Rossignol.

As empresas do setor depositam todas as esperanças no avanço das campanhas de vacinação para minimizar as perdas.