Última hora
This content is not available in your region

Movimento estudantil contra a reabertura das escolas

euronews_icons_loading
Movimento estudantil contra a reabertura das escolas
Direitos de autor  Cleared
Tamanho do texto Aa Aa

Mais de cinco mil pessoas juntaram-se a um movimento estudantil contra a abertura das escolas na Hungria a 19 de abril.

🤗MEGJELENT AZ ÚJ RÉSZ! 👉 Itt a Hátsó Pad negyedik adása: Banán vagy nem banán - ez itt a kérdés - Gólyatábor és iskolai...

Posted by ADOM Diákmozgalom on Thursday, April 8, 2021

Os organizadores, a associação de estudantes ADOM, argumentam que, como a Hungria enfrenta a pior taxa mundial de óbitos no quadro da pandemia, é um erro retomar as aulas presenciais.

O movimento encoraja os alunos do secundário a faltarem às aulas e a ficarem em casa se o Governo insistir na decisão.

"Penso que muitos vão aderir ao boicote. Sobretudo aqueles estudantes que padecem de doenças crónicas e os que estão a preparar-se para se graduarem", considerou Ferenc Sipos, porta-voz da associação estudantil ADOM.

O Governo de Viktor Orbán ordenou a vacinação dos professores com a proposta da Pfizer/BioNTech e cita uma investigação publicada pelo centro norte-americano de prevenção e controlo de doenças (CDC) que sugere uma proteção de 80% por cento 14 dias após a inoculação da primeira dose.

Só que uma boa parte dos professores só será vacinada este fim de semana e não tem esses 14 dias e, além disso, os responsáveis médicos húngaros consideram que os vacinados ainda se mantém vulneráveis ao vírus duas ou três semanas após tomarem a primeira dose.

Embora um quarto da população já tenha recebido pelo menos uma dose da vacina, muitos receiam uma rápida propagação do vírus através das escolas.

O virologista húngaro Miklós Rusvai, ouvido pela Euronews, garante não haver motivo para pânico: "Devemos ter em conta que, entretanto, a vacinação prossegue, por isso, não vejo a reabertura das escolas como um perigo."

Esta garantia não tranquiliza contudo quem tem vindo a preparar-se para os exames de maio. Sobretudo os encarregados de educação.

"Muitos pais têm-nos escrito cartas. Dizem que não vão autorizar os filhos que se encontram a preparar os exames finais a regressar à escola se o Governo decidir mesmo a reabertura. Receiam que, se os filhos ficarem doentes, podem colocar em perigo o trabalho deste último ano e mesmo o dos últimos quatro anos", revela Zsuzsa Szabó, presidente da associação de professores, acrescentando que também "o processo de candidatura às universidades pode ficar ameaçado."

A Munka törvénykönyvének 54. § (1) bekezdése szerint a munkavállaló köteles megtagadni az utasítás teljesítését, ha...

Posted by ADOM Diákmozgalom on Thursday, April 8, 2021

Os mais afetados pela incerteza, porém, são os alunos. Alguns admitiram mesmo à Euronews estar a sofrer uma sobrecarga de stresse.