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Oito dias de luto pela morte do príncipe consorte de Isabell II

De  Euronews
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Rainha Isabel II e o consorte Duque de Edimburgo no dia da coroação, em 1953
Rainha Isabel II e o consorte Duque de Edimburgo no dia da coroação, em 1953   -   Direitos de autor  AP Photo/Leslie Priest, Arquivo
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Centenas de pessoas marcaram presença junto do Palácio de Buckingham, em Londres, para homenagear o Príncipe Filipe, duque de Edimburgo.

O consorte da Rainha Isabel II do Reino Unido morreu esta sexta-feira, a dois meses de celebrar um século de vida, e alguns dos súbditos da monarquia vestiram-se a rigor para o tributo.

"Não me visto assim no dia-a-dia . Estou a trabalhar a partir de casa e não vou passear o cão vestido assim, mas, como se trata de um momento de luto nacional, pareceu-me correto", afirmou Richard Cleary, um dos muitos presentes no palácio situado em Westminster.

Filipe e Isabel casaram-se há mais de 73 anos. A morte do duque de Edimburgo simboliza parte do fim de uma era analógica e chegou a muitos súbditos pelas novas tecnologias. Muitos deles já há espera deste desfecho, pela idade do Duque e pelos vários problemas de saúde que o tinham obrigado recentemente a ser operado.

Para muitos, o Duque de Edimburgo representava força, estabilidade e esperança. Natural da Grécia, descendente das famílias reais grega e dinamarquesa, serviu o Reino Unido na II Guerra Mundial e mostrou sempre ser um homem de família, dois passos atrás da Rainha.

"Ajudou a orientar a família real e a monarquia para que continuem a ser uma instituição indubitavelmente vital para o equilíbrio e felicidade da nossa vida comum", expressou o primeiro-ministro Boris Johnson, à porta do número 10 de Downing Street, em Londres.

O correspondente da Euronews na capital do Reino Unido conta-nos que "o príncipe Felipe é o consorte que mais anos esteve ao serviço". "Será recordado como alguém politicamente incorrecto, muitas vezes direto de mais numa vida repleta de contradições. Será recordado também com carinho pelo apoio inabalável à Rainha durante mais de 7 décadas", concretiza Luke Hanrahan.

Mas nem todos os britânicos recordarão o Príncipe Phillip da mesma forma. O Duque também cometeu erros, para Theresa Kelly houve mesmo "grandes ofensas". "Mas há algo nas pessoas daquela posição que faz com que seja mais fácil perdoar-lhes. Acho que isso é inapropriado, mas é isso que acontece", considera a britânica, à porta do Palácio de Buckingham.

Os feitos de Filipe também cruzaram o Atlântico e chegaram ao Utah, onde reside Dennis Martsie Webb, por esta altura em Londres.

"O impacto tem sido sentido nos Estados Unidos quando vemos a monarquia a fazer o bem no mundo, por isso pensámos que seria apropriado vir e prestar homenagem a um homem bom", afirmou o cidadão norte-americano.

Outro dos presentes junto ao Palácio de Buckingham, diz ter sido "um dia muito triste". "Não só para os britânicos ou para a monarquia, mas também para a 'Commonwealth'", disse, referindo-se à comunidade das nações do antigo império britânico.

A morte do Duque marcou o início no palácio de Windsor de 8 dias de luto nacional. O funeral de Filipe realiza-se na próxima semana.